O grupo francês BPCE notificou esta quarta-feira a Direção-Geral da Concorrência da União Europeia sobre a sua intenção de adquirir o Novobanco por 6,4 mil milhões de euros. Esta notificação é um passo crucial no processo de compra, que deverá ser avaliado pelas autoridades europeias, com uma resposta provisória agendada para 17 de dezembro deste ano.
A venda das participações do Estado e do Fundo de Resolução (FdR) no Novobanco foi formalizada no final de outubro, seguindo o Memorando de Entendimento assinado a 13 de junho. Este acordo estabelece que o BPCE irá adquirir 75% do capital social do Novobanco, atualmente detido pela Lone Star Funds, tornando-se assim o acionista único do quarto maior banco em Portugal.
O contrato de venda foi assinado em agosto, mas a operação ainda depende da aprovação de entidades reguladoras, como o Banco Central Europeu (BCE). O fecho do negócio está previsto para o primeiro semestre de 2026. A compra do Novobanco não só representa um investimento significativo por parte do BPCE, mas também reflete a confiança do grupo francês no potencial do mercado bancário português.
O encaixe financeiro resultante da venda será distribuído entre os acionistas, sendo que a Lone Star possui 75% do capital, o Fundo de Resolução detém 13,54% e a Direção-Geral do Tesouro possui 11,46%. O valor da venda, que está inscrito no Orçamento de Estado de 2026, é de quase 1,7 mil milhões de euros, o que implica uma avaliação total do banco de 6,7 mil milhões de euros, superando os 6,4 mil milhões inicialmente comunicados.
Segundo o Ministério das Finanças, a venda das participações do Estado e do Fundo de Resolução no Novobanco, juntamente com a distribuição de dividendos ocorrida este ano, permitirá ao setor público recuperar quase 2 mil milhões de euros dos fundos que foram injetados na instituição. Esta recuperação financeira é vista como um passo positivo para a sustentabilidade do sistema bancário em Portugal.
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Fonte: Sapo





