A Digi Portugal, sob a liderança de Serghei Bulgac, expressou um “sentimento misto” em relação ao seu desempenho no mercado português, após um ano de operação. Durante uma apresentação de resultados realizada por videoconferência, o CEO afirmou que ainda é “demasiado cedo” para tirar conclusões definitivas sobre a posição da empresa no setor das comunicações eletrónicas.
Desde o seu lançamento, a Digi já investiu cerca de 120 milhões de euros em Portugal, um montante que, segundo Bulgac, marca o fim da fase de investimento mais intensivo. A empresa terminou o terceiro trimestre com 443 mil clientes móveis, um aumento de 5,48% em relação ao trimestre anterior, e 150 mil clientes de internet fixa, o que representa um crescimento de 4,17%. Este aumento é resultado da aquisição da Nowo, que trouxe consigo 270 mil clientes móveis e 130 mil fixos.
Bulgac destacou que a Digi está focada em melhorar as suas redes e expandir a cobertura, tanto fixa como móvel. Com cerca de 4.500 torres de telecomunicações e uma rede fixa que cobre 1,1 milhões de casas, a empresa considera que já alcançou uma “grande conquista industrial”. Atualmente, a Digi serve cerca de 800 mil clientes em Portugal, evidenciando a existência de um nicho de mercado que valoriza os seus serviços.
Nos primeiros nove meses de operação, a Digi Portugal reportou despesas operacionais de 88,2 milhões de euros, com receitas de 52,5 milhões, resultando num prejuízo operacional (EBITDA) de 110 milhões de euros. Apesar dos números negativos, Bulgac afirmou que o investimento em capital (capex) está a ser reduzido, com a maior parte já executada. “Já superámos o pico do nosso investimento. A parte mais significativa já está feita”, sublinhou o CEO.
A Digi entrou no mercado português em 2021, investindo mais de 67 milhões de euros em licenças para o leilão do 5G. Em agosto de 2025, adquiriu a Nowo por 150 milhões de euros, dos quais 110 milhões foram pagos em equity até ao momento. A empresa prevê investir um total de 500 milhões de euros em Portugal, com o objetivo de oferecer uma gama completa de serviços a preços competitivos.
Apesar de enfrentar desafios técnicos e operacionais, a Digi continua a sua trajetória de crescimento no mercado português. “Estamos extremamente ocupados em melhorar a nossa oferta e expandir a nossa presença”, concluiu Bulgac.
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Digi Portugal Digi Portugal Digi Portugal Nota: análise relacionada com Digi Portugal.
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Fonte: ECO





