Óculos inteligentes da Meta: o futuro das comunicações

Os óculos inteligentes da Meta, conhecidos como Ray-Ban Display e Ray-Ban Meta Gen 2, prometem revolucionar a forma como interagimos com a tecnologia. Imagine poder responder a uma mensagem ou encontrar um restaurante sem precisar de olhar para o telemóvel. No entanto, em Portugal, estes dispositivos ainda não estão disponíveis, ao contrário de vários países europeus como França, Itália e Espanha, onde já podem ser adquiridos.

Francisco Arga e Lima, professor convidado da Nova School of Law e consultor na área de Startups & Tech, explica que a decisão da Meta de lançar os óculos inteligentes em determinados mercados deve-se a vários fatores, incluindo a dimensão dos países e regimes fiscais mais favoráveis. “Os mercados mais estruturados, como a França e a Alemanha, atraem as grandes empresas tecnológicas para lançamentos iniciais”, afirma o especialista.

A entrada em novos mercados na Europa não depende apenas de estratégias comerciais, mas também do cumprimento de requisitos locais, como certificações de segurança e regulamentações sobre a Inteligência Artificial. Chris Yiu, diretor de políticas públicas da Meta para o norte da Europa, sublinha que a regulamentação europeia pode ser fragmentada, o que atrasa a disponibilização de produtos inovadores.

Os óculos inteligentes da Meta, que custam cerca de 799 dólares (689 euros), combinam um design clássico da Ray-Ban com tecnologia avançada. Com um pequeno ecrã embutido nas lentes, os utilizadores podem ver e responder a mensagens, ler notificações e até realizar videochamadas. No entanto, algumas funcionalidades, como a capacidade de fazer perguntas sobre objetos captados pela câmara, permanecem exclusivas para os Estados Unidos, Canadá e Austrália.

Um dos principais desafios para a Meta na Europa é garantir a legitimidade do tratamento de dados, especialmente no que diz respeito a dados biométricos. Francisco Arga e Lima destaca a necessidade de estabelecer uma base jurídica sólida para o tratamento de informações sensíveis, como imagens faciais e dados de íris.

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Os óculos são acompanhados pela Meta Neural Band, uma pulseira que permite interagir com a IA através de gestos, sem necessidade de comandos de voz. Esta banda tem uma autonomia de até 18 horas e é resistente à água, facilitando a utilização em diversas situações do dia a dia.

Além disso, os Ray-Ban Meta Display incluem um assistente de voz integrado e conectividade Bluetooth, permitindo a sincronização com dispositivos móveis. A IA integrada oferece funcionalidades como legendas automáticas, tradução instantânea e reconhecimento de objetos através da câmara de 12 megapíxeis.

Apesar de algumas falhas durante a apresentação ao vivo, a Meta acredita que os óculos inteligentes têm o potencial de transformar a forma como consumimos informação e interagimos no mundo digital. A empresa está a apostar na inovação, com a expectativa de que estes dispositivos se tornem uma parte essencial do nosso quotidiano.

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óculos inteligentes Nota: análise relacionada com óculos inteligentes.

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Fonte: Sapo

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