Taxa de juro em Moçambique reduz para 9,5% após 11 cortes

O Banco de Moçambique anunciou hoje uma nova redução da taxa de juro de política monetária MIMO, que passa a ser de 9,5%. Este é o 11.º corte consecutivo, com uma diminuição de 0,25 pontos percentuais. A decisão foi tomada apesar das preocupações em torno dos atrasos no pagamento da dívida pública.

Rogério Zandamela, governador do Banco de Moçambique, explicou que esta redução modesta reflete os riscos e incertezas associados às projeções da inflação. O atraso no pagamento da dívida pública interna pelo Estado é um dos principais fatores que afetam a confiança no mercado. As perspetivas de inflação mantêm-se em um dígito no médio prazo, com uma previsão de 4,8% para outubro de 2025, ligeiramente abaixo dos 4,9% registados em setembro.

Desde setembro de 2022, a taxa de juro em Moçambique estava fixada em 17,25%, mas a partir de janeiro de 2024, o banco central começou a implementar cortes consecutivos. A taxa foi reduzida para 16,5%, seguida de novos cortes que culminaram na atual taxa de 9,5%.

Zandamela alertou que o endividamento público interno está a agravar-se, o que tem um impacto significativo no funcionamento do mercado financeiro. A dívida pública interna, que inclui contratos de mútuo e locação, e as responsabilidades em mora, ascendem a 465,8 mil milhões de meticais, cerca de 6,259 milhões de euros. Este valor representa um aumento de 50,3 mil milhões de meticais em relação a dezembro de 2024.

Os atrasos nos pagamentos têm levado a uma diminuição do interesse por títulos públicos e à rigidez das taxas de juro no mercado interbancário. Zandamela sublinhou que os riscos associados às projeções da inflação continuam elevados, especialmente devido a fatores como choques climáticos e a lenta recuperação da capacidade produtiva na economia.

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O governador reafirmou o compromisso do Comité de Política Monetária (CPMO) em manter uma política monetária prudente, focada na estabilidade macroeconómica. A próxima reunião do CPMO está agendada para 28 de janeiro de 2026, onde se avaliarão os riscos e incertezas que continuam a condicionar a política monetária.

Leia também: O impacto da dívida pública na economia de Moçambique.

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Fonte: Sapo

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