BCE analisa desinflação na Zona Euro e desafios persistentes

O Banco Central Europeu (BCE) apresentou recentemente um estudo que revela a complexidade da desinflação na Zona Euro. Embora a inflação subjacente tenha diminuído significativamente, passando de 7,5% em março de 2023 para 2,4% em outubro, a realidade é que nem todos os preços estão a descer ao mesmo ritmo. Este fenómeno levanta questões sobre a persistência da inflação, especialmente nos serviços, que continuam a apresentar preços elevados.

Os investigadores Christian Höynck, Elisabeth Wieland e Lourdes Maria Zulli Gandur dividiram os produtos da inflação subjacente em duas categorias: preços rígidos e preços flexíveis. Esta classificação baseia-se na frequência com que os preços se ajustaram entre 2011 e 2019. De acordo com o estudo, apenas 7,3% dos preços mudam num mês típico, o que significa que muitos produtos mantêm os seus preços fixos durante longos períodos.

A análise revela que a inflação subjacente flexível, que é mais volátil, começou a cair mais cedo, atingindo níveis próximos aos pré-pandemia, com uma taxa de 1,2% em setembro de 2025. Em contrapartida, os preços rígidos, que incluem serviços como restauração e manutenção de equipamentos, mantêm-se elevados, com uma taxa de inflação a rondar os 3,6%. Esta disparidade entre os preços flexíveis e rígidos é crucial para entender a desinflação na Zona Euro.

Os investigadores destacam que 85% dos produtos flexíveis já tinham atingido o pico de inflação antes de março de 2023, enquanto apenas 41% dos produtos rígidos tinham feito o mesmo. Esta diferença reflete a dinâmica entre bens industriais não energéticos e serviços. A inflação dos bens industriais tem vindo a moderar-se, enquanto a dos serviços continua a ser pressionada por preços rígidos.

Além disso, o estudo sublinha que a inflação dos preços rígidos está intimamente ligada às expectativas de inflação de longo prazo. Durante o período de baixa inflação entre 2011 e 2019, os produtos rígidos mantiveram-se entre 1% e 2,5%, alinhando-se com as expectativas dos analistas. Por outro lado, a inflação dos produtos flexíveis variou significativamente, refletindo uma maior volatilidade.

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Os autores do estudo concluem que a persistência da inflação subjacente rígida é influenciada por choques de custos passados e pressões salariais elevadas. No entanto, há um sinal positivo: a moderação das pressões salariais e a ancoragem das expectativas de inflação de longo prazo podem facilitar a desinflação dos preços rígidos.

A análise do BCE revela que a política monetária enfrenta um desafio complexo. A natureza dos preços rígidos, que mudam com pouca frequência, requer uma gestão cuidadosa das expectativas de inflação para garantir que a desinflação dos serviços ocorra, mesmo que a um ritmo mais lento do que nos bens industriais. Este estudo mostra que a descida da inflação é um processo multifacetado, que exige atenção a diversos fatores económicos.

Leia também: O impacto das políticas monetárias na inflação global.

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Fonte: ECO

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