Britânicos pedem mais empresas a investir em energia renovável

Os acordos de compra de energia (PPA) têm vindo a crescer em Portugal, especialmente com o aumento das centrais solares. No entanto, muitas pequenas empresas ainda ficam de fora, uma vez que enfrentam dificuldades em obter financiamento para celebrar esses contratos. Estes acordos oferecem previsibilidade de receitas a longo prazo, permitindo que as empresas adquiram eletricidade renovável a um preço fixo durante um período alargado, o que é particularmente vantajoso num mercado onde os preços têm estado em baixa.

Francesca Piazza, da Lightsource BP, uma das empresas que opera no mercado nacional, defende a criação de mecanismos de garantias públicas. Estes mecanismos poderiam ajudar a cobrir o risco de incumprimento por parte de empresas que não possuem a classificação ‘investment grade’. Esta medida facilitaria o acesso das pequenas e médias empresas ao mercado de PPA e, ao mesmo tempo, permitiria que as centrais de energias renováveis conseguissem obter o financiamento necessário para os seus projetos.

“É essencial que haja apoio público para que pequenas e médias empresas possam aceder ao mercado de PPA, algo que tem sido complicado devido às restrições no acesso ao crédito em Portugal”, afirmou Francesca Piazza. Ela sublinhou que a escassez de empresas ‘investment grade’ representa uma barreira significativa para o desenvolvimento dos PPA, que são geralmente de longo prazo. A gestora acredita que a alteração das regras poderia acelerar o número de acordos, citando o exemplo de Espanha, onde já foram assinados 12 gigawatts de PPA, em comparação com apenas 500 megawatts em Portugal.

A Lightsource BP planeia desenvolver mais de 1 gigawatt de energia solar em Portugal, com um investimento superior a mil milhões de euros. Entre os projetos em desenvolvimento, destacam-se as centrais de Chamusca (281 MW), Planalto (130 MW) em Mogadouro, e Sophia (900 MW) no Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova. A empresa anunciou recentemente um investimento de quase 600 milhões de euros na central Sophia, que terá capacidade para abastecer 370 mil lares anualmente.

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No que diz respeito ao armazenamento de energia, a empresa elogia a possibilidade de instalar baterias sem necessidade de avaliação de impacto ambiental, desde que o local já tenha sido previamente estudado. Miguel Lobo, diretor da Lightsource BP em Portugal, referiu que esta abordagem poderá ajudar a estruturar financeiramente os projetos.

Contudo, ainda existe alguma indefinição na legislação sobre as baterias e o seu papel no sistema energético. A empresa aguarda decisões do Governo sobre como estas poderão ser integradas. Além disso, o projeto do Alqueva foi modificado, agora com uma potência menor do que a inicialmente prevista, mas a empresa acredita que conseguirá obter a aprovação ambiental necessária.

Miguel Lobo destacou que o licenciamento em Portugal é um dos principais obstáculos que os promotores enfrentam, pois o processo demora mais do que o esperado. “Precisamos de um PPA que sirva como âncora ao financiamento do nosso projeto. Este é um investimento de capital intensivo e precisamos de segurança, o que inclui um contrato de compra de eletricidade com uma contraparte de ‘investment grade’”, concluiu Lobo.

Leia também: O impacto das energias renováveis no mercado português.

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Fonte: Sapo

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