Moçambique está a dar um passo significativo no desenvolvimento do seu setor de turismo de luxo, com um investimento de 102 milhões de dólares, cerca de 87,7 milhões de euros, proveniente do grupo sul-africano Singita. Este investimento destina-se à revitalização da ilha de Santa Carolina, situada no arquipélago do Bazaruto.
O anúncio foi feito no passado sábado, 15 de outubro, através de várias agências de notícias, incluindo a Lusa e a Bloomberg. Richard Baulene, representante do grupo Singita, confirmou que este investimento será realizado em parceria com o Instituto Nacional de Turismo de Moçambique (Inatur), que detém a concessão para a exploração turística da ilha.
A maior parte do investimento, cerca de 60 milhões de dólares, será utilizada para a construção de um empreendimento turístico com capacidade para 60 camas. Os restantes 42 milhões de dólares serão direcionados para projetos no Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto. Este investimento em turismo de luxo é esperado para ser concretizado ao longo de cinco anos e irá contribuir para a criação de 240 empregos diretos e 260 indiretos, aumentando significativamente a oferta de camas na região.
A revitalização da ilha de Santa Carolina é vista como uma oportunidade crucial para impulsionar o turismo em Moçambique, que tem enfrentado desafios significativos nos últimos tempos, especialmente após os distúrbios relacionados com as eleições do ano passado. A ilha, que já foi o lar de um hotel abandonado onde se acredita que músicos como Elton John e Bob Dylan tenham estado hospedados, promete voltar a ser um destino atrativo.
O grupo Singita é conhecido por operar 19 empreendimentos em quatro países africanos, oferecendo experiências exclusivas, como safáris e observação de gorilas. Os preços das suas ofertas podem chegar a valores elevados, como 36.400 dólares por uma villa privativa com serviços personalizados.
Em julho, o governo de Moçambique expressou a sua intenção de potenciar o turismo na ilha, aprovando uma resolução que permite ao Inatur desenvolver e negociar novos empreendimentos turísticos. Além disso, o presidente Daniel Chapo anunciou a introdução de vistos de residência de 10 anos para investidores que tragam um investimento mínimo de cinco milhões de dólares.
A aposta no turismo de luxo em Moçambique é uma estratégia que visa não apenas atrair turistas de alto poder aquisitivo, mas também revitalizar a economia local e criar oportunidades de emprego. Com este investimento, espera-se que a ilha de Santa Carolina se torne um destino de eleição para os amantes do turismo de luxo.
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Fonte: Sapo





