A 30.ª Conferência do Clima, a COP30, decorre em Belém, Brasil, e Portugal marca presença com um pavilhão que se destaca pela sua oferta cultural e iniciativas climáticas. Localizado na zona azul do recinto, o Pavilhão de Portugal é um dos primeiros a receber visitantes, atraindo a atenção com leques de madeira e cortiça, uma oferta que se torna especialmente apreciada no calor tropical da cidade. Além disso, ao final do dia, são servidos pastéis de nata, bolinhos de bacalhau e vinho, criando um ambiente acolhedor e convidativo.
Ana Teresa Perez, presidente da Agência para o Clima, sublinha que este ano é especial para Portugal, pois marca uma década desde a COP que resultou no Acordo de Paris. O lema da COP30, “Ambição e Ação”, reflete a intenção de implementar soluções concretas para os desafios climáticos. O pavilhão português não é apenas uma montra das políticas climáticas do país, mas também um espaço de encontro para a sociedade civil, empresas e organizações não governamentais.
Com 47 iniciativas programadas, apenas 13 são promovidas por entidades públicas, o que demonstra a forte participação da sociedade civil. Os temas abordados variam desde a biodiversidade até à descarbonização da indústria dos plásticos. Pedro Paes do Amaral, da Associação Portuguesa da Indústria dos Plásticos, destaca a importância da COP30 para mostrar os esforços na redução de emissões no setor.
Este ano, todos os eventos no pavilhão são realizados em português, com tradução simultânea, permitindo uma maior inclusão da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Países como Cabo Verde e São Tomé participam nos eventos, aproveitando a oportunidade para partilhar as suas iniciativas.
Embora o pavilhão seja um ponto de atração, Ana Teresa Perez lembra que as negociações climáticas ocorrem em salas separadas, onde se discutem questões cruciais. A coordenação da União Europeia é uma parte fundamental deste processo, com reuniões diárias para alinhar as prioridades. Perez observa que a primeira semana é marcada por discussões técnicas, enquanto a próxima trará ministros e um nível de debate mais político.
A COP30 é uma oportunidade para Portugal mostrar o que tem feito em termos de política climática, mas também para aprender com outros países. A expectativa é que o Brasil, como anfitrião, consiga influenciar as negociações de forma positiva, dada a sua experiência e parcerias estratégicas.
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COP30 Nota: análise relacionada com COP30.
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Fonte: ECO





