O banco de investimento norte-americano Jefferies analisou a performance dos bancos europeus na última semana, revelando que o índice SX7P, que representa os bancos da Europa, registou uma subida de 3%. Este crescimento foi superior ao do Stoxx Europe 600, que aumentou apenas 2%. Esta evolução positiva dos bancos europeus reflete um ambiente de mercado favorável, com várias instituições a destacarem-se.
Entre os cinco bancos com melhor desempenho, a Banca Monte dei Paschi di Siena liderou com uma impressionante valorização de 12%. Seguiram-se o Eurobank e o Piraeus Financial Holdings, ambos da Grécia, com subidas de 7% e 6%, respetivamente. O Commerzbank e o Société Générale também registaram um aumento de 6%. Por outro lado, os piores desempenhos foram do sueco Swedbank e do britânico Standard Chartered, que praticamente se mantiveram estáveis, assim como o NatWest Group, o italiano FinecoBank e o Lloyds Bank, que subiram apenas 1%.
A análise do Jefferies também abrangeu os resultados financeiros dos bancos europeus até ao momento. A mediana do Lucro Antes dos Impostos (PBT) do setor está 2% acima das previsões, impulsionada por um desempenho robusto em várias áreas da demonstração de resultados. As receitas superaram as expectativas em 1%, com a margem financeira a apresentar resultados ligeiramente melhores do que o previsto. Além disso, as perdas com incumprimento de crédito e a qualidade dos ativos mantiveram-se fortes, o que é um sinal positivo para a saúde do setor.
No que diz respeito aos bancos espanhóis, o Relatório de Estabilidade Financeira (FSR) de Outono, publicado pelo Banco de Espanha, confirma que a rentabilidade do capital próprio (ROE) continua resiliente, mesmo com a descida das taxas de juro. O crescimento do crédito mantém-se saudável, e não se observam sinais de uma diminuição nas concessões de crédito para hipotecas, apesar da escassez de habitação que tem impulsionado os preços dos imóveis residenciais.
O Jefferies também apresentou uma análise específica sobre os bancos ibéricos, destacando que os investidores têm uma visão positiva sobre o setor, devido ao seu perfil de crescimento e rentabilidade. No entanto, a avaliação atual das ações é vista como uma resistência por parte dos investidores europeus. O relatório anterior do Jefferies sobre os bancos ibéricos recomendou a compra das ações do CaixaBank e do BCP, prevendo que a previsibilidade e sustentabilidade dos lucros possam levar a uma nova valorização das ações.
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Fonte: Sapo





