A Boeing foi condenada a pagar 28,45 milhões de dólares a Soumya Bhattacharya, viúvo de uma das vítimas do trágico acidente do Ethiopian Airlines 737 Max, ocorrido em 2019. A decisão, proferida a 12 de novembro de 2025 pelo Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte de Illinois, em Chicago, marca o primeiro grande veredicto financeiro relacionado com esta tragédia desde os acordos extrajudiciais que foram alcançados entre 2019 e 2021.
Em comunicado, a Boeing expressou pesar pelas perdas sofridas, afirmando que, apesar de ter resolvido a maioria das reclamações através de acordos, as famílias têm o direito de buscar justiça através de julgamentos. “Respeitamos o seu direito de o fazer”, acrescentou a empresa.
O processo judicial alegava que o modelo 737 MAX apresentava um defeito de conceção e que a Boeing não alertou adequadamente os passageiros e o público sobre os riscos associados a este avião. Este caso é um reflexo das crescentes preocupações sobre a segurança dos aviões da Boeing, especialmente após os acidentes fatais que envolveram o 737 MAX.
Recorde-se que, a 10 de março de 2019, o voo ET302 da Ethiopian Airlines, que partiu de Adis Abeba com destino a Nairobi, caiu apenas seis minutos após a descolagem, resultando na morte de todas as 157 pessoas a bordo. Este acidente, juntamente com o do Lion Air em 2018, onde também estiveram envolvidas falhas do 737 MAX, resultou num total de 346 mortes.
A condenação da Boeing poderá abrir portas para dezenas de outros processos civis que estão a ser preparados, o que poderá aumentar as responsabilidades legais e financeiras da fabricante norte-americana. A indemnização atribuída a Soumya Bhattacharya não é apenas um marco individual, mas também um sinal do crescente escrutínio sobre a indústria da aviação e a necessidade de garantir a segurança dos passageiros.
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Fonte: ECO





