A Black Friday, um dos eventos de compras mais aguardados do ano, promete atrair a atenção de 74% dos consumidores portugueses. De acordo com um estudo da Klarna, realizado pela Appinio, a maioria dos inquiridos planeia gastar até 250 euros durante este período de promoções. No entanto, a desconfiança em relação aos descontos parece estar a aumentar, com 24% dos consumidores a questionar a autenticidade das ofertas.
O estudo, que abrangeu uma amostra de 1.000 participantes entre os 18 e os 65 anos, revela que um terço dos consumidores verifica os preços antes da Black Friday para assegurar que estão a fazer um bom negócio. Esta abordagem mais cautelosa reflete uma mudança no comportamento dos consumidores, que se mostram cada vez mais informados e racionais nas suas decisões de compra.
Entre os que planeiam comprar, mais de metade (51%) opta por fazê-lo online, enquanto 28% pesquisa na internet antes de finalizar a compra em lojas físicas. As categorias mais procuradas incluem presentes de Natal (22%), tecnologia (20%) e vestuário e calçado (16%), demonstrando que os consumidores estão a utilizar a Black Friday para adquirir itens que realmente desejam.
Outro dado interessante é que quase um terço dos portugueses (32%) recorreu ao “Buy Now, Pay Later” (BNPL) nos últimos 12 meses, um aumento significativo em relação aos 8% registados em 2024. As razões para esta escolha incluem a melhor gestão do orçamento (27%) e a oportunidade de aproveitar promoções sem perder oportunidades (23%).
O cartão de débito continua a ser o método de pagamento preferido durante a Black Friday, com 57% dos consumidores a optar por esta forma de pagamento. Além disso, 44% considera útil ter um cartão de débito que permita ativar o BNPL, possibilitando dividir o valor das compras em prestações sem juros.
Inês Fiuza Marques, country manager da Klarna em Portugal, sublinha que “os consumidores portugueses estão mais conscientes e estratégicos nas suas decisões de compra”. Esta nova mentalidade reflete uma busca por flexibilidade e transparência, permitindo que os consumidores compitam de forma inteligente sem comprometer a gestão do seu orçamento.
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Fonte: ECO





