CEO portugueses mais otimistas que a média global

Um recente estudo da KPMG, intitulado “CEO Outlook de 2025”, revela que os CEO portugueses demonstram um otimismo superior em relação ao desempenho dos seus negócios, quando comparados com a média global. Apesar de metade dos líderes nacionais expressar desconfiança em relação à economia global, 86% dos CEO em Portugal estão confiantes nas perspetivas de crescimento das suas empresas. Este número é significativamente mais elevado do que a média global de 79%.

O otimismo dos CEO portugueses contrasta com a crescente preocupação em relação à economia mundial, que caiu para o nível mais baixo em três anos. Apenas 50% dos líderes nacionais manifestam confiança na economia global, um valor que se afasta dos 68% observados entre os CEO a nível internacional. Este cenário reflete a fragilidade do ambiente externo, marcado por tensões geopolíticas e uma desaceleração económica global.

Os CEO portugueses estão a adaptar as suas estratégias de crescimento para enfrentar este contexto desafiador. De acordo com o estudo, 72% dos executivos em Portugal já ajustaram os seus planos para se adaptarem à nova realidade. O foco está em reforçar a resiliência operacional, investir em talento e tecnologia, e criar estruturas que consigam resistir à volatilidade do mercado.

Entre os principais desafios identificados pelos líderes empresariais em Portugal, a cibersegurança destaca-se como a maior preocupação, com 32% dos inquiridos a referirem esta questão. Outros desafios incluem a integração da inteligência artificial na força de trabalho (24%), a disrupção tecnológica e a gestão de equipas multigeracionais (22%), além das exigências regulatórias (20%) e a incerteza económica global (18%).

A nível global, o estudo da KPMG revela que a confiança dos CEO na economia mundial caiu para 68%, o nível mais baixo em quatro anos. Apesar disso, os líderes empresariais continuam a investir no crescimento. Quarenta por cento dos CEO globais preveem um aumento dos lucros superior a 2,5% nos próximos 12 meses, e 89% antecipam operações de fusão e aquisição.

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Os responsáveis globais também estão focados em investir em talento e transformação digital, com 92% a planearem aumentar o número de colaboradores. Contudo, os principais obstáculos ao crescimento permanecem, com o cibercrime e a cibersegurança a liderarem as preocupações (79%), seguidos pela formação e requalificação de equipas em inteligência artificial (77%) e pela integração bem-sucedida da IA nos processos empresariais (75%).

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CEO portugueses CEO portugueses Nota: análise relacionada com CEO portugueses.

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Fonte: ECO

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