A Pharol anunciou esta terça-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que recebeu da Autoridade Tributária um reembolso de 1,21 milhões de euros, referente a juros acumulados no processo de IRC do exercício de 2005. Este reembolso resulta da execução de decisões judiciais favoráveis à empresa, o que, segundo a Pharol, terá um impacto positivo nos resultados do exercício, tal como já aconteceu no primeiro semestre de 2025.
Nos primeiros seis meses de 2025, a Pharol conseguiu inverter a sua situação financeira, registando lucros de 2,12 milhões de euros, após ter enfrentado prejuízos de 230 mil euros no mesmo período do ano anterior. Este resultado foi impulsionado por reembolsos fiscais que totalizaram 2,4 milhões de euros. A empresa, liderada por Luís Palha da Silva, destaca que os processos fiscais ainda em curso estão a ser monitorizados de forma regular, em colaboração com consultores fiscais, e que o montante total das contingências fiscais atingia, em junho, 151,3 milhões de euros.
Dentro deste valor, a Pharol indica que existem processos com “risco possível ou provável de perda” que perfazem cerca de 12,2 milhões de euros. Contudo, este montante poderá ser reduzido em 10,5 milhões de euros, devido a correções favoráveis à empresa. A Pharol, que emergiu da antiga Portugal Telecom, tem como principais ativos a sua participação na operadora brasileira Oi e um crédito de 897 milhões de euros sobre a Rioforte.
A empresa reafirma o seu compromisso em acompanhar de forma rigorosa a evolução dos seus processos fiscais, que são cruciais para a sua saúde financeira. A gestão eficaz destas contingências fiscais será fundamental para a continuidade do seu crescimento e rentabilidade.
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Fonte: ECO





