Greves nos aeroportos ameaçam Natal e Ano Novo em Portugal

A situação nos serviços de handling dos principais aeroportos de Portugal está a tornar-se crítica, com a possibilidade de greves a ameaçar o período festivo do Natal e Ano Novo. A origem do descontentamento reside na recente decisão sobre a atribuição de licenças para os próximos sete anos, que favoreceu um consórcio espanhol, levantando preocupações entre os trabalhadores da atual operadora, a Menzies.

Os sindicatos têm uma reunião agendada com o Governo esta semana, mas já avisaram que poderão avançar com uma paralisação caso a incerteza sobre o futuro da empresa e dos postos de trabalho se mantenha. A primeira greve está marcada para 11 de dezembro, e os trabalhadores estão determinados a lutar pelos seus direitos.

O relatório preliminar do concurso, divulgado a 15 de outubro, atribuiu a maior pontuação ao consórcio formado pelas empresas espanholas Clece e South, ligadas ao grupo Iberia. A Menzies, que opera atualmente sob a marca SPdH e que adquiriu 50,1% da antiga Groundforce, contestou o resultado, mas a análise ainda está em curso.

Com as licenças a expirarem a 19 de novembro, o Ministério das Infraestruturas decidiu prorrogar a validade das mesmas por mais seis meses. Esta decisão não agradou ao Sindicato dos Trabalhadores da Aviação (SITAVA), que considera inaceitável a falta de garantias sobre os postos de trabalho dos cerca de 4 mil trabalhadores da SPdH.

Fernando Henriques, dirigente do SITAVA, sublinha que a indefinição sobre o futuro dos trabalhadores é alarmante. “Passou um mês desde que se conheceu o relatório preliminar e as garantias dos trabalhadores à data de hoje são exatamente as mesmas que eram naquele dia, ou seja, zero”, critica. A pressão para uma resolução é alta, especialmente com o Natal à porta.

Rui Souto Lopes, do Sindicato dos Trabalhadores de Handling, da Aviação e Aeroportos (STHAA), também expressa a sua preocupação e afirma que os trabalhadores não estão dispostos a esperar mais seis meses. O cenário de uma paralisação está em cima da mesa, e a sua realização durante o Natal ou Ano Novo teria um impacto significativo.

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Os sindicatos pretendem que o resultado do concurso seja clarificado até à primeira semana de dezembro, uma vez que a convocação de uma greve exige um aviso prévio de 10 dias. A reunião no Ministério das Infraestruturas poderá ser decisiva para evitar a paralisação.

Se o resultado final do concurso for conhecido até meados de dezembro, há a possibilidade de que a greve não ocorra. No entanto, o SITAVA afirma que a paralisação só será evitada se a SPdH continuar a operar ou se o Governo garantir por escrito a proteção dos postos de trabalho e direitos dos trabalhadores, independentemente de quem ganhe as licenças.

O consórcio Clece/South manifestou interesse em acolher trabalhadores da Menzies, mas não garante que todos mantenham os direitos adquiridos. Além disso, existem mais de 900 trabalhadores da Menzies que desempenham funções que não estão incluídas nas novas licenças, o que levanta preocupações sobre a sua continuidade.

A situação é delicada, e a possibilidade de greves nos aeroportos portugueses durante o Natal e Ano Novo está a gerar apreensão tanto entre os trabalhadores como entre os viajantes. Leia também: O impacto das greves na economia nacional.

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Fonte: ECO

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