O procurador financeiro francês, Jean-François Bohnert, anunciou que mais de 70 investigadores estiveram envolvidos em uma operação de busca que abrangeu cerca de 30 locais em França, no contexto de uma investigação de corrupção relacionada com o grupo Altice. Esta ação, que ocorreu na terça-feira, teve como principal objetivo a recolha de provas que possam ser úteis para a investigação em curso.
As buscas foram realizadas simultaneamente em 15 residências e 14 empresas, abrangendo várias regiões, incluindo Île-de-France, Córsega, Var e Vosges. Bohnert explicou que a investigação está a apurar um “vasto esquema de corrupção”, que inclui crimes como corrupção privada, fraude organizada e lavagem de dinheiro, todos em prejuízo do grupo Altice.
Esta investigação surge na sequência da Operação Picoas, que teve início em Portugal no verão de 2023. Esta operação resultou na detenção e posterior constituição como arguido de Armando Pereira, cofundador da Altice e braço direito do empresário francês Patrick Drahi, que é o maior acionista da Altice France.
A situação levanta questões sobre a transparência e a legalidade das operações do grupo Altice, que tem estado sob o olhar atento das autoridades. A empresa, que opera em diversos países, tem enfrentado desafios relacionados com a sua gestão e a forma como conduz os seus negócios.
As investigações em curso podem ter um impacto significativo na reputação do grupo Altice e nas suas operações futuras. A empresa deverá colaborar com as autoridades para esclarecer as alegações e demonstrar a sua conformidade com as leis em vigor.
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Fonte: Sapo





