UBS confirma intenção de manter sede na Suíça

O UBS, um dos principais bancos suíços, reiterou na passada segunda-feira a sua intenção de manter a sede na Suíça. Esta afirmação surge após a divulgação de um relatório do Financial Times que indicava que Colm Kelleher, presidente do UBS, e Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, discutiram a possibilidade de transferir a sede para os Estados Unidos.

Em resposta à agência noticiosa Reuters, o UBS afirmou: “Como já dissemos repetidamente, queremos continuar a operar com sucesso como um banco global a partir da Suíça.” Esta posição reflete a determinação da instituição em permanecer no seu país de origem, mesmo face a pressões externas.

O relatório do Financial Times sugeria que a discussão sobre a mudança de sede estava relacionada com novas regras de capital propostas pelo governo suíço. O UBS considera que estas exigências poderiam ser excessivas, obrigando-o a manter mais de 26 mil milhões de dólares em capital ‘core’, o que a instituição classifica como “extremo e prejudicial”.

A Reuters também revelou que a segunda comissão parlamentar suíça, responsável pelos Assuntos Económicos e Fiscais, expressou preocupações sobre os requisitos de capital para o UBS. A comissão considerou que estes requisitos não deveriam ser mais rigorosos do que os de outros centros financeiros. Além disso, aconselhou o governo suíço a evitar sobrecarregar o UBS com novas regras que poderiam comprometer a sua competitividade.

Um dos pontos de discórdia entre o governo e o UBS diz respeito à inclusão de software e ativos fiscais diferidos como parte do capital ‘core’. Se esta medida avançar, o UBS poderia ser forçado a aumentar os seus requisitos de capital em cerca de nove mil milhões de dólares. O governo suíço tem a autoridade para implementar estas regras sem a necessidade de aprovação parlamentar, utilizando medidas provisórias que poderiam entrar em vigor em 2027.

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A situação atual levanta questões sobre o futuro do UBS na Suíça e a sua capacidade de manter a sua sede no país. A instituição está a avaliar as suas opções e a preparar planos de contingência, mas a sua posição clara é que deseja continuar a operar a partir da Suíça.

Leia também: O impacto das novas regras de capital no setor bancário suíço.

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Fonte: Sapo

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