As ações da eDreams, uma conhecida agência de viagens online, sofreram uma queda acentuada de mais de 35% esta quarta-feira. Esta desvalorização surge na sequência da divulgação dos resultados trimestrais da empresa, que incluíram uma revisão em baixa das suas perspetivas de lucro para os anos de 2026 e 2027.
Segundo o jornal ‘El Economista’, este é o pior dia da eDreams em bolsa desde 2014. A empresa, que tem a sua sede em Barcelona, anunciou uma projeção de lucro de 155 milhões de euros para 2026 e de 115 milhões de euros para 2027. Esta revisão reflete o impacto de um crescimento mais lento na adesão de clientes premium e na aceitação de opções de pagamento flexíveis.
A reação negativa do mercado foi imediata, levando a que a capitalização da eDreams caísse para menos de 560 milhões de euros. As ações estão agora a ser negociadas ao nível mais baixo desde o início de 2023. Esta situação levanta preocupações sobre o futuro da empresa, uma vez que os investidores esperam um desempenho mais robusto.
Os analistas da Oddo BHF comentaram que “a revisão para baixo é dececionante, mas acreditamos que há potencial de crescimento a partir de 2028. Contudo, enquanto isso, o desempenho operacional da eDreams poderá deteriorar-se, dando a impressão de que todos os esforços realizados nos últimos anos foram em vão”.
A queda das ações da eDreams é um sinal claro de que o mercado está a reagir com cautela às novas previsões. Os investidores estão a monitorizar de perto a evolução da empresa e a sua capacidade de recuperar a confiança do mercado.
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Fonte: Sapo





