O EuroAmericas Forum 2025, realizado na Nova SBE em Carcavelos, destacou a importância da diplomacia urbana e da cooperação intergeracional. Moderado por Carolina Rendeiro, fundadora e CEO da Connect2Global, o painel “Connected Cities: Trade, Technology & Urban Diplomacy” reuniu especialistas para discutir a relevância da colaboração entre cidades.
Rendeiro começou por recordar a iniciativa Sister Cities, lançada há cerca de 70 anos pelo presidente norte-americano Dwight Eisenhower. Este modelo de diplomacia urbana resultou na criação de mais de cinco mil organizações não governamentais em todo o mundo, que visam promover relações internacionais a nível local. Para a moderadora, a diplomacia urbana é essencial para enfrentar os desafios da longevidade.
Luísa Baltazar, Executive Advisor na LBA e professora convidada da Universidade NOVA, focou-se no papel da inteligência artificial na sociedade contemporânea. Baltazar defendeu que a tecnologia deve ser utilizada para fortalecer as ligações entre gerações, enfatizando que as pessoas devem estar no centro de qualquer estratégia tecnológica. “Não podemos dissociar tecnologia, inovação e inteligência artificial das pessoas”, afirmou. A especialista também sublinhou a necessidade de desenvolver planos económicos sustentáveis e de partilhar dados através de laboratórios de inovação em colaboração com outras cidades.
Luís Capão, vereador da Câmara Municipal de Cascais, abordou os desafios que o município enfrenta em relação à longevidade. Ele destacou a importância de criar condições que permitam à população jovem permanecer no concelho. “Longevidade não é só futuro, é também identidade”, disse Capão, referindo-se às várias sister cities de Cascais nas Américas, que servem como fonte de inspiração e diálogo. “Cascais será a Capital Europeia da Democracia em 2026”, acrescentou.
Carmenza Jaramillo, embaixadora e presidente do Advisory Council do IPDAL, encerrou o painel alertando para o problema da solidão entre as gerações mais velhas. “O tempo passa a correr: um dia temos 25 anos e, de repente, temos 40”, observou. Jaramillo defendeu a implementação de medidas que promovam a convivência intergeracional, citando Tóquio como um exemplo positivo. “Estou convencida de que a cooperação é o caminho. Parcerias entre cidades e uma diplomacia centrada nas pessoas são fundamentais”, concluiu.
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diplomacia urbana diplomacia urbana Nota: análise relacionada com diplomacia urbana.
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Fonte: Sapo





