Impacto da IA na comunicação empresarial e na competitividade

A crescente utilização de sistemas de Inteligência Artificial (IA) nas empresas está a transformar os fluxos de trabalho e os processos de decisão. No entanto, esta evolução tecnológica traz consigo um desafio frequentemente ignorado: a degradação da comunicação humana nas organizações. À medida que a IA automatiza tarefas cognitivas e comunicacionais, é crucial avaliar como esta mudança impacta competências essenciais para a competitividade das empresas e a saúde cultural dos seus colaboradores.

As ferramentas de criação automática de texto e tradução, integradas em sistemas de gestão de clientes e plataformas de suporte, aumentam a eficiência, mas podem resultar numa comunicação sem intenção ou demasiado genérica. Emails, relatórios e respostas a clientes gerados por IA podem cumprir a sua função, mas frequentemente falham em alinhar-se com os objetivos internos e na adaptação ao contexto cultural de cada cliente. A comunicação eficaz requer um entendimento profundo do contexto e dos valores da empresa, capacidades que ainda dependem do julgamento humano.

Com a IA a aumentar a produção de informação, como dashboards e relatórios, cresce também o risco de decisões serem tomadas com base em dados não validados. Um estudo recente revelou que cerca de 41% das PME portuguesas já utilizam ferramentas de IA, mas a verdade é que o país está a ficar para trás em comparação com outros da Europa. A questão principal não está na tecnologia em si, mas na diminuição da literacia crítica dos colaboradores. A confiança excessiva na automatização e a falta de verificação rigorosa podem levar a erros estratégicos e decisões desalinhadas.

Num ambiente empresarial saturado de dados, a capacidade de selecionar, contextualizar e validar informação torna-se ainda mais vital. Contudo, à medida que as ferramentas se tornam mais sofisticadas, existe o risco de se delegar essa responsabilidade à IA. Para as empresas, é fundamental ter consciência do impacto da IA na comunicação e na análise.

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Num cenário competitivo, as empresas que não preservarem as competências humanas de comunicação e análise podem perder a vantagem na inovação e na capacidade de resposta a crises. Para que a integração da IA resulte em valor acrescentado, as organizações devem promover uma nova literacia comunicacional. As que conseguirem equilibrar a automação inteligente com a comunicação humana estarão melhor posicionadas para inovar, reter talento e conquistar a confiança do mercado.

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Fonte: ECO

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