Incentivos fiscais superam redução do IRC na metalomecânica

O presidente da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), Vítor Neves, defendeu que os incentivos fiscais ao investimento são mais cruciais do que uma redução da taxa de IRC. Durante a conferência “Aço, Quotas e Competitividade: A Hora da Metalomecânica”, Neves sublinhou a necessidade urgente de investimento em Portugal, afirmando que “só isso pode elevar-nos para outro nível, com formação das pessoas e inovação a acompanhar”.

Neves criticou as políticas públicas atuais, que, segundo ele, priorizam a despesa corrente do Estado em detrimento do investimento. “Não vemos impacto do PRR no setor público. Este ano, estamos a atingir os 10 mil milhões de euros de investimento público, mas apenas quatro mil milhões são do PRR”, alertou. O presidente da AIMMAP enfatizou a importância de mudar este modelo e focar mais no investimento do que na despesa corrente.

Quando questionado sobre a falta de apoio às empresas nacionais, Neves concordou que houve uma perda de oportunidade ao utilizar os fundos europeus para suprir as carências do Estado, especialmente em regiões que não eram elegíveis. Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, apoiou a ideia de que Portugal precisa de um pipeline de investimento consistente, em vez de “fazer investimento aos solavancos”.

Dominguinhos destacou três programas do PRR que têm um impacto significativo: as agendas mobilizadoras, a indústria 4.0 e a descarbonização. Ele acredita que a colaboração entre diferentes players da cadeia de valor está a resultar em inovações e a aumentar as exportações. “Algumas centenas de empresas estão a colocar produtos inovadores no mercado, criando oportunidades para o crescimento futuro”, afirmou.

A metalomecânica, segundo Dominguinhos, está a beneficiar de exemplos como a “Produtech R3”, que reúne mais de 100 parceiros e promove a modernização tecnológica. Ele mencionou que a produção de moldes de forma aditiva está a revolucionar a indústria de moldes, permitindo novas soluções no mercado.

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Além disso, Dominguinhos destacou que a capacidade das empresas nacionais de absorver mais investimento é real, especialmente na indústria 4.0, onde projetos com valores entre 200 e 300 mil euros têm potencial. “Muitas candidaturas não obtiveram verba, mas tinham projetos viáveis”, explicou.

O efeito de arrastamento das PME é evidente, com empresas a diversificarem-se para setores como saúde e drones. Mesmo empresas que não são beneficiárias diretas do PRR, como a construtora Casais, estão a aproveitar as oportunidades criadas pelo plano para aumentar a sua capacidade de produção.

Vítor Neves apelou a uma estratégia concertada na Europa para a reindustrialização, defendendo que é essencial investir nas competências dos trabalhadores e melhorar a comercialização dos produtos. “A Europa não tem uma política relevante de industrialização”, concluiu.

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Fonte: ECO

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