Beira Baixa rejeita projeto da central solar fotovoltaica Sophia

A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Beira Baixa manifestou-se desfavoravelmente ao projeto da central solar fotovoltaica Sophia, destacando os impactos significativos que esta instalação poderá ter na comunidade e no território. A posição foi divulgada em nota de imprensa enviada à agência Lusa, no último dia da consulta pública sobre o projeto.

A central solar fotovoltaica Sophia está prevista para os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, e representa um investimento de cerca de 590 milhões de euros, com uma capacidade instalada de 867 MWp (Megawatt pico). O projeto abrange uma área de 390 hectares ocupada por módulos fotovoltaicos e 1.734 hectares de área vedada, o que levanta preocupações sobre a utilização do solo.

A CIM da Beira Baixa, em conjunto com os municípios de Idanha-a-Nova e Penamacor, sublinha que a transição energética deve ser feita de forma equilibrada, respeitando o ordenamento do território, a biodiversidade e a qualidade de vida das populações. A região é conhecida por suas paisagens naturais únicas e pela riqueza do seu património, que inclui áreas classificadas como paisagens protegidas, reservas naturais e geoparques.

A comunidade argumenta que a articulação dos usos do território é fundamental para garantir a preservação da aptidão agrícola e florestal dos solos. O território rural da Beira Baixa é também reconhecido por albergar Aldeias Históricas e um vasto património cultural, que deve ser protegido.

Além disso, a CIM considera que a extensão da área a ser artificializada e os impactos sobre os espaços de conservação e a fauna e flora protegidas não podem ser ignorados. A central solar fotovoltaica Sophia, embora possa contribuir para a transição energética, deve ser avaliada com atenção às suas consequências para o território.

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central solar fotovoltaica central solar fotovoltaica Nota: análise relacionada com central solar fotovoltaica.

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Fonte: Sapo

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