Oceano deve ser prioridade nas cimeiras do clima, defende Fundação

A Fundação Oceano Azul propõe que o oceano seja um ponto central na agenda das cimeiras do clima, destacando o seu papel crucial na absorção de 25% das emissões de gases poluentes provenientes dos combustíveis fósseis. Esta reivindicação foi feita por Tiago Pitta e Cunha, administrador executivo da fundação, durante a 30.ª Conferência do Clima da ONU (COP30), que decorre em Belém, Brasil, até esta sexta-feira.

Pitta e Cunha fez um balanço misto da cimeira até agora. Por um lado, houve progresso com a nomeação de um enviado especial para o Oceano na equipa de negociação da COP30 e a oportunidade de discutir questões oceânicas na pré-COP em Brasília. No entanto, o responsável lamentou a falta de reflexo desses debates nos textos em negociação, apontando para um “desacordo profundo” nas discussões.

A criação de um ponto de agenda exclusivamente dedicado ao oceano nas cimeiras climáticas é uma meta que ainda não foi alcançada. “Isso iria trazer uma enorme centralidade ao oceano e colocá-lo sob os holofotes”, afirmou Pitta e Cunha. Ele argumentou que, se o tema continuar a ser abordado de forma dispersa, será difícil para as nações com delegações pequenas e para a sociedade civil acompanharem as discussões relevantes.

Além disso, a inclusão de um ponto específico para o oceano aumentaria a transparência das negociações. Muitas vezes, os especialistas em oceanos não estão presentes nas reuniões onde o tema é abordado, o que pode comprometer a qualidade das decisões. A proposta de um ponto de agenda dedicado ao oceano foi apresentada pelas Fiji há oito anos, mas até agora não foi implementada.

Pitta e Cunha sublinhou que o oceano é frequentemente tratado como uma “nota de rodapé” nas cimeiras climáticas. Ele recordou que, além de absorver uma parte significativa das emissões de gases com efeito de estufa, o oceano é vital para a vida no planeta. “A atmosfera depende dos sistemas de suporte de vida, como a biosfera e a hidrosfera. Sem eles, não teríamos os gases que permitem a respiração”, explicou.

Leia também  Coligação para impulsionar mercados de créditos de carbono na COP30

O administrador executivo da fundação destacou ainda que 80% da biodiversidade do planeta está nos oceanos, o que reforça a necessidade de dar ao oceano um lugar de destaque nas negociações climáticas. “O oceano deve ter um lugar à mesa das negociações”, concluiu.

Leia também: A importância da biodiversidade marinha nas políticas climáticas.

Leia também: Reunião entre sindicato e South Europe Ground Services sobre licenças

Fonte: Sapo

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top