Inteligência Artificial Revoluciona Recrutamento e Empregabilidade

A inteligência artificial (IA) está a provocar uma revolução no recrutamento, facilitando a ligação entre talento e empregos. Não se trata apenas de uma ferramenta para os empregadores, mas também de um recurso valioso para os candidatos. Através da IA, os profissionais podem filtrar oportunidades, otimizar os seus currículos e até simular entrevistas, tornando-se mais competitivos no mercado de trabalho.

Nuno Ferro, brand leader da consultora de recursos humanos Experis, destaca que a IA está a transformar a forma como os profissionais encontram oportunidades. Plataformas como LinkedIn e Gloat utilizam algoritmos que permitem filtrar e organizar ofertas de emprego de acordo com as preferências e competências de cada candidato. “Essas ferramentas oferecem recomendações ajustadas e, em alguns casos, até comparam propostas em termos de salário e condições”, explica Ferro.

Além de identificar vagas, a IA também ajuda os candidatos a prepararem-se para o processo de seleção. Modelos de linguagem como o ChatGPT permitem otimizar currículos e simular entrevistas, uma vantagem especialmente valorizada pelos candidatos mais jovens. Contudo, profissionais mais experientes também começam a explorar estas ferramentas, especialmente em momentos de mudança na sua carreira.

Do lado das empresas, muitas já estão a integrar a IA na seleção de candidatos. A Caixa Geral de Depósitos, por exemplo, está a testar a reformulação automática de descrições de funções e a criação de questões de entrevista personalizadas. “Estamos a prever a introdução de assistentes virtuais que permitirão uma interação mais fluida e personalizada com os candidatos”, afirma uma fonte oficial da instituição.

A Yunit Consulting também está a explorar o potencial da IA, principalmente na análise automatizada de currículos. Bernardo Maciel, CEO da empresa, afirma que esta abordagem acelera a fase inicial de seleção, permitindo identificar rapidamente os candidatos mais adequados. “Isso liberta a nossa equipa de recursos humanos para se concentrar nas etapas mais qualitativas do recrutamento”, acrescenta.

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No entanto, a adoção da IA não deve ser vista apenas como uma questão de investimento em tecnologia. O “European AI Barometer 2025” da EY enfatiza a importância da formação contínua dos trabalhadores para garantir que estão preparados para utilizar estas novas ferramentas. “Os empregados precisam de formação adaptada às suas funções”, sublinha o estudo.

No setor do retalho, a MC tem promovido sessões de sensibilização sobre IA, com o objetivo de aumentar a literacia digital dos seus colaboradores. “Não pretendemos formar especialistas, mas sim promover uma visão crítica e informada sobre a tecnologia”, explica Sara Dias, talent acquisition leader da empresa.

Na área da tecnologia, a Closer Consulting também investe na formação contínua dos seus colaboradores, com programas que abrangem desde a literacia digital até cursos avançados em machine learning e IA generativa. Fernando Matos, CEO da empresa, garante que o objetivo é utilizar a IA de forma ética e estratégica.

A inteligência artificial está, sem dúvida, a transformar o panorama do emprego. Contudo, é importante que os candidatos utilizem essas ferramentas com um sentido crítico e atenção à privacidade. “Os candidatos devem verificar como os seus dados serão utilizados e se há partilha com terceiros”, alerta Nuno Ferro.

Leia também: A importância da formação contínua no mercado de trabalho.

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Fonte: ECO

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