A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu a necessidade de uma reforma profunda e integral da Organização Mundial do Comércio (OMC) para que esta possa voltar a ter um papel central no sistema comercial global. A proposta foi apresentada durante a cimeira do G20, que decorre este fim de semana em Joanesburgo, na África do Sul, onde líderes mundiais discutem questões cruciais como o comércio, a dívida, o desenvolvimento, a geopolítica e a transição energética.
Von der Leyen sublinhou que a cooperação internacional é fundamental, afirmando que “o uso das dependências como armas só gera perdedores”. A presidente destacou a importância de restabelecer um sistema baseado em regras que permita enfrentar os desafios atuais, que vão desde a transição digital até à promoção de uma concorrência justa. Para que a OMC possa desempenhar este papel, é imperativo que ocorra uma reforma significativa.
A responsável pela Comissão Europeia propôs a formação de coligações entre países para avançar com a reforma da OMC e revelou que já iniciou diálogos com os 12 membros da Parceria Transpacífica Global e Progressista (CPTPP). Em junho, Von der Leyen já tinha abordado a possibilidade de reformar a OMC em colaboração com países da região Ásia-Pacífico, tendo em vista as dificuldades que o organismo enfrenta.
Um dos principais problemas que a OMC enfrenta é a paralisia do seu sistema de arbitragem para a resolução de litígios, que está bloqueado desde 2019 devido à recusa dos Estados Unidos em nomear juízes para o Órgão de Recurso. Este impasse tem dificultado a resolução de vários litígios comerciais.
Além disso, Von der Leyen alertou para a elevada incerteza nos mercados globais, que pode levar a um congelamento dos investimentos. Para abordar os desequilíbrios globais, a presidente da Comissão Europeia defendeu a necessidade de uma ação coordenada e cooperativa, utilizando as instituições internacionais, como o FMI, a OMC e o Banco Mundial, para realizar uma avaliação genuína das causas desses desequilíbrios.
A presidente do executivo comunitário também enfatizou a importância de os países “colocarem ordem na sua própria casa” para reequilibrar o excesso de poupança. Neste contexto, destacou a ampliação da rede europeia através de acordos com o Mercosul, México e Indonésia, como parte de uma estratégia mais ampla para revitalizar o comércio global.
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Fonte: Sapo





