O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou recentemente que o Partido Socialista (PS) “está com saudades” do ministro Miguel Pinto Luz. Esta declaração surge num momento em que o PS anunciou a intenção de convocar Pinto Luz ao parlamento para esclarecer a sua capacidade de liderar o processo de privatização da TAP. Os socialistas pretendem questionar o primeiro-ministro sobre se o ministro tem as condições necessárias para continuar no cargo.
As declarações de Montenegro foram feitas à agência Lusa durante uma visita a Angola, onde participou na Cimeira União Europeia-União Africana. O líder do governo sublinhou que Pinto Luz já foi chamado ao parlamento em várias ocasiões para discutir o mesmo tema, referindo que “não sabe qual é a novidade” desta nova convocatória.
Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, foi o responsável por anunciar a intenção de chamar Pinto Luz, logo após o encerramento do período para a apresentação de manifestações de interesse por parte de grupos de aviação que desejam participar no processo de privatização da TAP. Este processo é considerado crucial para o futuro da companhia aérea nacional, e a presença de Pinto Luz no parlamento é vista como uma oportunidade para esclarecer dúvidas sobre a sua gestão.
Montenegro destacou que o PS tem demonstrado interesse em ouvir Pinto Luz, afirmando que “o engenheiro Pinto Luz vai ao parlamento, com certeza, com todo gosto, prestar todos os esclarecimentos sobre o processo de privatização da TAP”. A insistência do PS em ouvir o ministro reflete a importância que o partido atribui à transparência e à responsabilidade na gestão de processos tão relevantes para a economia nacional.
A privatização da TAP é um tema que tem gerado debate e controvérsia em Portugal, e a presença de Pinto Luz no parlamento poderá ser uma oportunidade para dissipar incertezas e esclarecer a visão do governo sobre o futuro da companhia. A expectativa é que o ministro apresente informações detalhadas sobre as manifestações de interesse recebidas e os próximos passos a seguir.
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Fonte: ECO





