Ricardo Salgado, antigo presidente do Banco Espírito Santo (BES), foi pronunciado para julgamento pelo Tribunal Central de Instrução Criminal. O ex-banqueiro é acusado de liderar uma associação criminosa que, segundo as autoridades, terá corrompido cerca de 20 dirigentes e administradores públicos na Venezuela, conforme noticiado pela CNN Portugal.
A juíza responsável pelo caso considerou que existem indícios suficientes para a acusação. A massa falida do BES decidiu aderir à acusação do Ministério Público, solicitando que o tribunal condene todos os arguidos a pagar uma indemnização civil, cujo valor ainda não foi revelado.
Além de Salgado, outros ex-dirigentes do BES também enfrentarão julgamento. Entre eles estão João Alexandre Silva, ex-diretor da Sucursal Financeira da Madeira, Jean-Luc Schneider, ex-administrador da Esfil – Espírito Santo Financière S.A, Paulo Murta, ex-diretor do Grupo Espírito Santo, Michel Joseph Ostertag e Humberto Coelho, ambos ex-funcionários do GES, e João Martins Pereira, ex-diretor de auditoria e compliance do BES.
A defesa de Ricardo Salgado argumenta que o processo deveria ser arquivado ou, pelo menos, suspenso devido à sua condição de saúde, que, segundo afirmam, o impede de se defender adequadamente. Contudo, o tribunal decidiu que o processo continuará, independentemente do estado clínico do arguido.
Este caso levanta questões importantes sobre a ética e a responsabilidade no sector bancário, especialmente considerando o impacto que as ações de Salgado e dos outros arguidos tiveram na confiança do público nas instituições financeiras. A situação continua a ser acompanhada de perto, dado o seu potencial impacto na reputação do sistema bancário em Portugal e no estrangeiro.
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Ricardo Salgado Ricardo Salgado Ricardo Salgado Nota: análise relacionada com Ricardo Salgado.
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Fonte: ECO





