O ex-Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, viu a sua condenação a 27 anos e três meses de prisão ser oficialmente iniciada pelo juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Esta decisão, datada de 11 de setembro, resulta de um processo que se arrasta desde a sua derrota nas eleições de outubro de 2022, onde perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva por uma margem histórica de apenas 1,8 pontos percentuais.
Após a derrota, Bolsonaro não reconheceu os resultados e desencadeou uma série de eventos tumultuosos. Camionistas bloquearam estradas, apoiantes do ex-Presidente acamparam em frente a quartéis, e houve tentativas de atentados em Brasília. Durante este período, Bolsonaro, ainda na presidência, tentou implementar um estado de sítio para reverter a vitória de Lula, o que culminou numa tentativa de golpe de Estado.
A situação agravou-se em 8 de janeiro de 2023, quando um grupo de apoiantes de Bolsonaro invadiu o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF, numa ação que ecoou os eventos de 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos. As investigações subsequentes revelaram que Bolsonaro estava envolvido em planos para anular as eleições e até mesmo para assassinar Lula e outras figuras políticas.
Com o desenrolar dos eventos, a Polícia Federal encontrou provas que ligavam Bolsonaro a uma organização criminosa armada e a tentativas de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Em junho de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que Bolsonaro estaria impedido de concorrer a cargos políticos durante os próximos oito anos, devido a abusos de poder durante a sua campanha.
A condenação de Bolsonaro foi finalmente confirmada em setembro de 2025, quando o STF decidiu que ele tinha liderado uma conspiração para realizar um golpe de Estado. O ex-Presidente, que se encontrava em prisão domiciliária, teve a sua condenação marcada por uma série de eventos, incluindo a rejeição dos recursos apresentados pela sua defesa.
O impacto desta condenação é significativo não só para Bolsonaro, mas também para a democracia brasileira. O Presidente Lula da Silva, em resposta às críticas sobre o processo, afirmou que não se tratou de uma “caça às bruxas”, mas sim de uma defesa da soberania e da democracia do Brasil.
À medida que o caso avança, a sociedade brasileira continua a debater as implicações da condenação de Bolsonaro e a necessidade de proteger o Estado Democrático de Direito. Leia também: “O impacto da condenação de Bolsonaro na política brasileira”.
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Fonte: Sapo





