Montenegro elogia participação dos EUA nas negociações pela paz na Ucrânia

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, sublinhou a importância da participação dos Estados Unidos nas negociações de paz na Ucrânia, afirmando que é “muito relevante” o envolvimento dos aliados neste processo. Durante uma reunião virtual da “coligação da boa vontade”, que reúne vários países que apoiam a Ucrânia, Montenegro defendeu que as negociações devem continuar com a participação de todos os envolvidos, incluindo a Europa. “Há ainda muito trabalho pela frente”, alertou o chefe do Governo português.

Montenegro utilizou a rede social X para reafirmar o compromisso de Portugal em apoiar a Ucrânia, destacando a determinação do país em contribuir para uma paz que seja justa, estável e duradoura. “A participação dos EUA foi muito relevante. As negociações em curso devem prosseguir, com o envolvimento de todos, incluindo a Europa. A Rússia tem agora de demonstrar que está também disposta a acabar com esta guerra”, escreveu.

A reunião ocorreu num momento em que a comunicação social norte-americana noticiou que a Ucrânia terá aceitado uma proposta de paz, com apenas alguns detalhes a serem definidos. Um responsável norte-americano, que preferiu não ser identificado, afirmou à CBS que “os ucranianos concordaram com o acordo de paz”.

Uma delegação dos EUA, liderada pelo secretário do Exército, Dan Driscoll, encontra-se em Abu Dhabi a negociar com representantes russos sobre o acordo de paz. Este encontro segue-se a um fim de semana de negociações em Genebra, onde se discutiu um plano de 28 pontos proposto pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, envolvendo ucranianos, norte-americanos e europeus.

Trump tinha estabelecido um prazo até 27 de novembro para que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, respondesse ao seu plano de paz. Este prazo levou a contactos urgentes entre as principais lideranças da Europa, Kiev e Washington. O plano inicial foi reduzido, e Trump manifestou satisfação com os resultados das negociações, afirmando na sua rede social que “algo de bom pode acontecer”.

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A Ucrânia está agora a trabalhar para organizar uma visita de Zelensky aos Estados Unidos, com o objetivo de finalizar os passos necessários para chegar a um acordo com Trump. O secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia, Rustem Umerov, confirmou que a visita deve ocorrer ainda em novembro.

Por outro lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, declarou que Moscovo aguarda a nova versão da proposta dos EUA. Desde a invasão da Rússia à Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, a Ucrânia tem contado com o apoio financeiro e militar dos aliados ocidentais. Estes aliados também impuseram sanções a setores-chave da economia russa, tentando limitar a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra.

As negociações de paz na Ucrânia são, portanto, um tema crucial, não apenas para a estabilidade da região, mas também para a segurança da Europa. Leia também: O impacto das sanções na economia russa.

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Fonte: ECO

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