O outono chegou a Reims, e as vinhas da Ruinart, a apenas 25 minutos da cidade, exibem um tom amarelado que marca a época das vindimas. Esta casa, reconhecida como a mais antiga de champanhe, tem uma história rica que se entrelaça com a evolução da produção de vinhos espumantes. Desde os anos 40, as uvas Chardonnay, que representam cerca de 50% da produção, têm sido a base dos seus vinhos. Ingrid Jacquelin, guia da Ruinart, explica que a marca utiliza também uvas de vinhas parceiras, garantindo a qualidade e a exclusividade que a Ruinart representa.
A sede da Ruinart, localizada na Rue des Crayères, é um património da UNESCO e, desde 2022, conta com um novo edifício sustentável desenhado pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto. Este espaço não só promove a marca, mas também implementa práticas ecológicas, como a recolha de água da chuva. A Ruinart, que faz parte do grupo LVMH desde 1987, celebra em 2029 três séculos de história.
A história do champanhe também se entrelaça com mudanças legais que permitiram a sua popularização. Em 1728, uma nova lei permitiu o transporte de garrafas, o que facilitou a distribuição do champanhe e contribuiu para o seu crescimento. Nas caves da Ruinart, que se estendem por oito quilómetros, a temperatura e a humidade são ideais para a maturação do champanhe, criando um ambiente propício para a produção de vinhos de qualidade.
Victor Gandon, gestor de projeto da Ruinart, destaca a importância da adaptação às alterações climáticas. Com a temperatura a aumentar, a vindima tem começado cada vez mais cedo, e a Ruinart tem procurado soluções inovadoras para manter a frescura do seu champanhe. Para isso, a marca plantou 22 mil árvores em redor das vinhas, promovendo a biodiversidade e criando um equilíbrio no ecossistema.
Uma das inovações da Ruinart é o Blanc Singulier, uma edição limitada que reflete as condições climáticas extremas dos últimos anos. Fréderic Panaïotis, chefe de cave, menciona que, apesar dos desafios, as uvas colhidas em anos difíceis têm revelado uma qualidade excecional. A Ruinart continua a explorar novas variedades de uvas, mantendo-se fiel às suas raízes, mas também aberta à experimentação.
A marca tem vindo a trabalhar ativamente na sustentabilidade, eliminando o transporte aéreo e utilizando embalagens ecológicas. Inês Machado, responsável de marketing da Empor Spirits, que representa a Ruinart em Portugal, sublinha que o país se tornou um dos melhores mercados para a marca, com uma procura crescente que supera a oferta disponível.
A Ruinart enfrenta o futuro com um compromisso claro: adaptar-se às mudanças, sem comprometer a qualidade que a tornou uma referência no mundo do champanhe. A tradição, a experiência e a inovação andam de mãos dadas na busca pela excelência.
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Fonte: ECO





