O Governo dos Açores reiterou, esta terça-feira, a sua determinação em manter a Ryanair na região, após a companhia aérea ter anunciado o cancelamento de todos os voos para os Açores a partir de 29 de março de 2026. A secretária do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, afirmou que as “vias de diálogo estão abertas” e que a parceria com a Ryanair é uma prioridade.
Durante a discussão do Plano e Orçamento dos Açores para 2026, que decorre esta semana na Assembleia Regional, na Horta, Berta Cabral sublinhou que a situação não é nova, recordando que há dois anos já se enfrentou um desafio semelhante. “Estamos a explorar todas as oportunidades ao nosso alcance para garantir que a Ryanair continue a operar nos Açores”, disse a governante.
A decisão da Ryanair de cancelar os voos foi justificada pela companhia com o aumento de 120% nas taxas de navegação aérea e a introdução de uma nova taxa de dois euros. A companhia aérea acusou o Governo português de inação, o que levou a um clima de preocupação no setor turístico açoriano.
Berta Cabral também destacou a importância do destino Açores, que recentemente obteve a certificação nível II Ouro de sustentabilidade pela EarthCheck. “O comunicado da Ryanair apresenta novos desafios, mas não altera a qualidade do nosso produto turístico”, afirmou.
O Partido Socialista (PS) criticou a falta de estratégia do Governo Regional em relação ao turismo, questionando como é possível melhorar as acessibilidades aéreas quando se observa uma “passividade” face ao abandono da Ryanair. A socialista Marlene Damião alertou para o impacto negativo que esta situação pode ter na mobilidade dos açorianos e no setor turístico.
Por outro lado, o deputado do PSD, Rúben Cabral, defendeu que a Ryanair é um “grande promotor do destino” Açores e apelou à necessidade de manter a companhia na região. “Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para continuar a contar com a Ryanair, assim como com todas as companhias aéreas que operam para os Açores”, reforçou.
Pedro Neves, do PAN, por sua vez, considerou que os Açores não devem ser “subservientes” à Ryanair, afirmando que a região não pode ser tratada como um mero brinquedo. O Governo da República também expressou surpresa com os argumentos da Ryanair, lembrando que a taxa para esta rota é a mais baixa da Europa e que a companhia já recebeu significativos incentivos financeiros.
A ANA – Aeroportos de Portugal também se mostrou surpreendida com o anúncio da Ryanair, revelando que as recentes conversas estavam focadas em aumentar a oferta de voos, e não em reduzi-la. A situação continua a ser monitorizada, com o Governo dos Açores a manter a esperança de que a Ryanair reconsidere a sua decisão.
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Fonte: ECO





