Edifício da Avenida da República em Lisboa pode ser classificado

O Edifício da Avenida da República, números 71 e 73, em Lisboa, poderá em breve ser classificado como monumento de interesse público (MIP). Esta decisão, já proposta pelo Instituto do Património Cultural, aguarda apenas a aprovação do secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos. A classificação é uma forma de reconhecer o valor arquitectónico do imóvel, projetado pelo renomado arquiteto Manuel Joaquim Norte Júnior em 1933.

A proposta de classificação foi divulgada esta quarta-feira no Diário da República, assinada pelo presidente do instituto, João Soalheiro. A classificação do Edifício da Avenida da República é justificada pela sua relevância histórica e pela necessidade de proteção e valorização do património. De acordo com a legislação, qualquer intervenção urbanística na área de proteção do edifício, que se estende por 50 metros, terá de ser aprovada pelo Instituto do Património Cultural ou pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) competente.

O anúncio também estabelece um período de consulta pública de 30 dias úteis, durante o qual os cidadãos podem apresentar observações à CCDR de Lisboa e Vale do Tejo. Após este período, a CCDR terá 15 dias úteis para se pronunciar sobre as observações recebidas.

Manuel Joaquim Norte Júnior, que faleceu em 1962, é um dos nomes mais destacados da arquitectura portuguesa, tendo deixado um legado significativo em Lisboa e em outras localidades. Além do Edifício da Avenida da República, é o autor de outros ícones da cidade, como a Pastelaria Versailles e os cafés A Brasileira e Nicola, todos localizados nas Avenidas Novas e na Baixa lisboeta. O seu trabalho é reconhecido não só pela estética, mas também pela funcionalidade e pela integração no espaço urbano.

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O Edifício da Avenida da República é um exemplo claro da sua visão arquitectónica e da importância de preservar o património histórico. A classificação como MIP não só protegerá o edifício, mas também contribuirá para a valorização da área circundante, promovendo um maior respeito pelo património cultural.

Leia também: A importância da preservação do património arquitectónico em Lisboa.

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Fonte: ECO

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