Ruinart inova na produção de champanhe em resposta às mudanças climáticas

A Ruinart, reconhecida como a mais antiga maison de champanhe, está a explorar novas fórmulas para se adaptar às mudanças climáticas que afetam a produção de vinhos. Localizada em Reims, França, a marca tem uma história que remonta a 1729 e, atualmente, enfrenta desafios significativos devido ao aquecimento global. Com uma abordagem inovadora, a Ruinart procura manter a qualidade e frescura dos seus champanhes, que são uma referência mundial.

Ingrid Jacquelin, guia da Ruinart, destaca que cerca de 50% das uvas utilizadas na produção vêm de vinhas próprias, enquanto o restante é adquirido de produtores com quem a marca mantém contratos. A sede da Ruinart, um edifício sustentável projetado pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto, é um exemplo do compromisso da marca com a preservação ambiental. O edifício, que recolhe água da chuva e consome menos eletricidade, reflete a visão da Ruinart para um futuro mais sustentável.

O terroir de Champagne é único, e a Ruinart tem investido na preservação das suas vinhas. Victor Gandon, gestor de projeto da marca, explica que o clima tem mudado, levando a vindimas cada vez mais precoces. Em 2021, as uvas foram colhidas em agosto, um fenómeno raro. Para enfrentar essas alterações, a Ruinart plantou 22 mil árvores em redor das vinhas, criando um ecossistema que promove a biodiversidade e ajuda a regular as temperaturas.

A Ruinart também está a experimentar novas técnicas de vinificação. O projeto Singulier, que combina diferentes colheitas, é uma resposta direta às alterações climáticas. A marca tem explorado a combinação de vinhos envelhecidos em casco antigo com outros em tanques de aço, criando um perfil de sabor único. O Blanc Singulier Edition 19, por exemplo, é um testemunho das condições extremas que a região enfrentou, com temperaturas recorde em julho.

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Além disso, a Ruinart tem trabalhado em práticas de produção sustentáveis, como a eliminação do transporte aéreo e a utilização de embalagens ecológicas. Inês Machado, responsável pela comunicação da marca em Portugal, refere que a procura por Ruinart tem crescido significativamente, refletindo a sua reputação de exclusividade e qualidade.

A Ruinart continua a ser um exemplo de como a tradição e a inovação podem coexistir. A marca não só preserva a sua herança, mas também se adapta às exigências do futuro. O compromisso com a sustentabilidade e a qualidade é fundamental para garantir que a Ruinart continue a ser uma referência no mundo do champanhe.

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Fonte: ECO

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