Governo defende Orçamento como reflexo do crescimento de Portugal

Durante o debate de encerramento do Orçamento para 2026, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, afirmou que o documento “representa bem” o momento atual de Portugal, caracterizado por um crescimento económico e uma estabilidade social e política. O governante sublinhou que o país está a crescer de forma sustentada, com previsões que apontam para um aumento do PIB de 2% em 2025.

Gonçalo Matias apresentou dados que confirmam esta trajetória de crescimento, destacando uma subida de 2,4% no terceiro trimestre em comparação com o ano anterior e um aumento de 1,8% em relação ao trimestre anterior. “A economia está a responder com resiliência, mesmo num contexto de incerteza internacional”, afirmou.

O ministro também mencionou que o emprego cresceu 3,5% até setembro, com a taxa de desemprego a situar-se nos 5,8%. “Estes números não são abstractos; significam mais rendimento e mais confiança para as famílias”, acrescentou. A remuneração média mensal aumentou 5,3%, superando os 1.600 euros, o que, em termos reais, representa um aumento de 2,6% após contabilizar a inflação, que se fixou em 2,3% em setembro.

As exportações de Portugal, segundo Gonçalo Matias, “retomaram a sua trajetória de expansão” após um primeiro trimestre difícil. O governante projetou um saldo positivo de 0,3% para 2025 e de 0,1% para 2026, destacando a robustez da economia nacional. “Atingimos um superavit de 1,7% do PIB no terceiro trimestre”, lembrou.

Em relação à carga fiscal, o ministro anunciou uma redução de 24,9% para 24,1% do PIB até 2026, além de uma diminuição da dívida pública. “Esta credibilidade tem sido reconhecida internacionalmente, com agências de rating como a Fitch e a Standard and Poor’s a atribuírem subidas a Portugal”, afirmou.

Gonçalo Matias defendeu que os bons resultados e a estabilidade permitem uma agenda ambiciosa e transformadora para o país, refletida no Orçamento. “As reformas não devem ser feitas à pressa. As reformas profundas e duradouras exigem visão e sentido de futuro”, frisou.

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O ministro também abordou a questão da nova lei laboral, afirmando que Portugal não pode continuar a ser um país de salários baixos e produtividade estagnada. “Temos uma economia presa numa teia de baixa produtividade e falta de incentivos ao mérito”, considerou. Gonçalo Matias rejeitou a ideia de que a nova lei laboral tenha cedido a pressões, defendendo que é uma proposta realista e orientada para o futuro.

“Os trabalhadores e as empresas merecem mais”, concluiu o governante.

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Fonte: Sapo

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