Equilíbrio financeiro: nem perdulário, nem forreta

A gestão equilibrada das finanças pessoais é um tema recorrente na sabedoria popular, com muitos provérbios a alertar para a importância de não exagerar nos gastos. A expressão “Com peso e medida, governa-se a vida” é um claro apelo à moderação, sugerindo que é fundamental gastar com juízo. Este conceito de equilíbrio financeiro é reforçado pelo ditado “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”, que nos lembra que os extremos devem ser evitados.

É essencial que, em tempos de abundância, não nos deixemos levar pela tentação de gastar sem pensar. O provérbio “deitar água na fervura a alguém” serve como um lembrete para moderar os impulsos financeiros. Paulo Perestrello da Câmara, no seu trabalho sobre provérbios, destaca que é importante não gastar tudo, pois o futuro pode reservar surpresas. A prudência é, assim, uma virtude que deve guiar as nossas decisões financeiras.

Ao longo da história, pensadores como António Delicado já nos advertiam sobre a necessidade de “arte, ordem e medida” na vida, o que se aplica perfeitamente ao equilíbrio financeiro. Esta medida não é apenas uma questão de contenção, mas também de saber gerir os recursos de forma a garantir uma vida próspera.

Na prática, o equilíbrio financeiro implica reconhecer que a vida é feita de altos e baixos. Os provérbios populares refletem esta dualidade: “Chorar com um olho e rir com o outro” ou “Não há carne sem osso”. Estes ditados mostram que, para cada prazer, pode existir um desgosto, e que a gestão financeira não é exceção. Não podemos esquecer que “quem não sabe do mal não sabe do bem”, o que nos leva a concluir que a experiência e a reflexão são fundamentais para uma boa administração das finanças.

Leia também  Harmonização das regras de poupança e investimento é essencial

A temperança é uma palavra-chave quando falamos de equilíbrio financeiro. José Joaquim Rodrigues de Bastos, em sua coleção de máximas, destaca que a temperança prolonga os gozos, enquanto a intemperança pode levar a desprazeres prolongados. Esta ideia é aplicável não só à saúde, mas também às finanças. Um gasto consciente e moderado pode garantir uma saúde financeira duradoura.

Por fim, é importante lembrar que o equilíbrio financeiro não é uma meta fácil de alcançar. É um caminho que exige esforço e reflexão constante. A despedida deste texto deixa-nos com a expectativa de que a nossa reflexão sobre os provérbios populares tenha sido útil e que, ao procurar o equilíbrio, possamos evitar os extremos que nos levam a situações financeiras complicadas.

Leia também: A arte da poupança nos provérbios

Leia também: A verdadeira poupança na Black Friday é a proteção financeira

Fonte: Doutor Finanças

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top