A comissão de trabalhadores da Citroen Lusitana, que faz parte do grupo Stellantis em Mangualde, manifestou esta sexta-feira o seu apoio à greve geral agendada para o dia 11 de dezembro. Esta greve, convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT, surge em resposta à nova lei laboral proposta pelo governo liderado por Luís Montenegro.
Os trabalhadores da Stellantis Mangualde apontaram várias razões para a sua adesão à greve geral. Entre os principais motivos, destacam-se a facilitação de despedimentos, que elimina obstáculos aos despedimentos sem justa causa, e o alargamento dos períodos experimentais, que permite a extensão do período de prova para além do razoável. Além disso, a comissão criticou a eliminação de horários fixos, que impõe uma flexibilidade horária unilateral e desregulada.
Outro ponto levantado foi a limitação da negociação coletiva, que restringe a ação sindical e a contratação coletiva. Os trabalhadores também expressaram preocupação com o congelamento salarial, que impede a atualização dos salários em face da inflação, e com a redução de direitos parentais, que implica cortes nas licenças de parentalidade e proteção familiar. A comissão sublinhou ainda o alargamento do trabalho precário e as restrições ao direito à greve, que limitam o exercício deste direito constitucional.
A comissão de trabalhadores da Stellantis Mangualde enfatizou que não abdica de direitos fundamentais, como a estabilidade no emprego, horários dignos, aumentos salariais, direitos parentais e negociação coletiva.
Vale destacar que a Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa já tinha anunciado a sua adesão à greve geral, reforçando a união no setor automóvel. Em comunicado, os trabalhadores da AutoEuropa afirmaram que esta greve é uma resposta necessária e justa ao pacote laboral que o governo pretende implementar, considerando-o um ataque aos direitos conquistados ao longo de décadas.
As críticas à nova legislação laboral foram contundentes, com ênfase na facilitação de despedimentos e no aumento da precariedade. Os trabalhadores também alertaram para a desregulação dos horários, que pode levar a uma maior exploração do trabalho em turnos e fins de semana, e para o alargamento dos serviços mínimos, que esvazia o direito à greve.
A luta dos trabalhadores da Stellantis Mangualde e da AutoEuropa reflete uma preocupação crescente com a proteção dos direitos laborais em Portugal. Leia também: “AutoEuropa e a luta pelos direitos dos trabalhadores”.
greve geral greve geral Nota: análise relacionada com greve geral.
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Fonte: Sapo





