O UBS, um dos maiores bancos suíços, estima que o investimento em inteligência artificial (IA) poderá ultrapassar 4 trilhões de dólares até 2030. Maximilian Kunkel, Chief Investment Officer do Global Family and Institutional Wealth do UBS, partilhou estas previsões durante uma conferência em Lisboa, onde discutiu a visão estratégica do banco para o futuro.
Kunkel destacou três questões cruciais para o próximo ano: a continuidade do investimento em IA, a forma como os governos irão lidar com o aumento da dívida e as possíveis mudanças políticas e geopolíticas que poderão impactar os mercados. Ele sublinhou que, atualmente, o setor de tecnologia e serviços de comunicação está a crescer, com um aumento de 36% nas ações globais, sendo a IA um dos principais motores desse crescimento.
O responsável do UBS acredita que a procura por soluções de IA, como chatbots, já está a ser satisfeita, mas antecipa que a próxima onda de crescimento virá de áreas como a robótica e os veículos autónomos. Kunkel mencionou que, até 2030, serão necessários 1,3 trilhões de dólares apenas para a infraestrutura de IA, refletindo a importância crescente deste setor.
Além disso, Kunkel alertou que os centros de dados, que atualmente consomem cerca de 4% da eletricidade nos Estados Unidos, poderão ver esse número duplicar até 2035. Isso poderá beneficiar diversos setores, desde as commodities até as empresas de serviços públicos. O UBS identificou quatro áreas principais para retorno de investimento em IA: investigação e desenvolvimento, publicidade, programação e atendimento ao cliente.
No que diz respeito à possibilidade de uma bolha no mercado de IA, Kunkel desmistificou essa preocupação. Ele comparou as atuais valorizações das grandes empresas de tecnologia com as bolhas do passado, afirmando que, apesar de algumas avaliações parecerem excessivas, a situação atual é mais estável do que em 1999. Para Kunkel, o que realmente importa para os investidores são as taxas de juro e o crescimento dos lucros das empresas.
O especialista prevê que a Reserva Federal dos EUA poderá reduzir as taxas de juro em 25 pontos base já em dezembro, com mais cortes previstos até ao final do primeiro trimestre de 2024. Ele acredita que a Europa também verá um crescimento dos lucros, com uma previsão de 7% para o próximo ano, impulsionado por setores como a tecnologia chinesa.
Kunkel também abordou o aumento da dívida pública, prevendo que, até 2030, os níveis de dívida do G7 poderão atingir 137% do PIB. Ele sugere que a solução para essa situação poderá passar por uma combinação de repressão financeira e taxas de juro ajustadas à inflação.
Por fim, Kunkel destacou que o investimento em IA não só está a transformar o setor tecnológico, mas também poderá ter um impacto significativo em áreas como a saúde e a eletrificação. Ele acredita que, com a evolução do mercado, os investidores devem estar atentos às oportunidades emergentes que a IA pode proporcionar.
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Fonte: Sapo





