A Maxfinance, uma das principais redes de intermediação de crédito em Portugal, atingiu em outubro um marco significativo ao registar 265 milhões de euros em produção de crédito à habitação. Este desempenho notável foi impulsionado por cerca de 1.500 famílias que procuraram a rede para financiar a aquisição de imóveis.
O valor médio dos contratos de crédito à habitação situou-se em 170 mil euros, com a taxa mista a ser a opção preferida pelas famílias. A Maxfinance destaca que as operações de crédito novo para compra de habitação foram o principal motor do crescimento, enquanto as transferências de crédito e outras operações, como consolidações ou créditos para fins específicos, mantiveram um peso reduzido na produção.
Este crescimento ocorre num contexto em que os intermediários de crédito estão a ganhar cada vez mais relevância no mercado nacional. De acordo com dados do Banco de Portugal, 56% dos novos contratos de crédito à habitação, em número, e 57% em volume, são agora celebrados através destes profissionais.
Francisco Ferreira Lima, CEO da Maxfinance, sublinha que a empresa tem vindo a expandir-se, aumentando o número de agências e a presença em diferentes mercados. “Conseguimos captar mais negócio e melhorámos os nossos rácios de conversão junto dos bancos, o que se deve à eficiência crescente dos nossos gestores e intermediários de crédito”, afirma.
A Maxfinance também destaca a importância da profissionalização das suas equipas e da melhoria contínua dos processos internos, apoiados por tecnologia própria, como fatores que contribuíram para o seu sucesso. A rede está a aproveitar o contexto favorável do mercado, o que se reflete na sua performance.
Atualmente, existem cerca de 6.000 intermediários de crédito autorizados e registados no Banco de Portugal. Desses, cerca de 60% operam a título acessório, como é o caso de algumas grandes superfícies que oferecem financiamento aos seus clientes. Quase 40% são intermediários vinculados, enquanto os não vinculados representam uma fração residual.
No que diz respeito ao tipo de crédito, mais de 60% dos intermediários trabalha com crédito ao consumo, pouco mais de 20% com crédito à habitação e cerca de 15% em ambos os segmentos. Em 2024, 57,4% do crédito à habitação foi distribuído através de intermediários de crédito, enquanto 49,9% do crédito ao consumo seguiu o mesmo caminho. No crédito automóvel, essa proporção atingiu impressionantes 83,1%.
O Banco de Portugal está a preparar uma alteração ao Regime dos Intermediários de Crédito, com previsão para 2026, que visa aumentar a transparência no setor.
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Fonte: Sapo





