O Papa Leão XIV fez um apelo à necessidade de diálogo entre os Estados Unidos e a Venezuela, em vez de considerar uma invasão militar. Esta declaração surge num momento de crescente tensão entre os dois países, especialmente devido às operações antidroga que as forças norte-americanas têm realizado no mar das Caraíbas.
Durante uma conferência de imprensa a bordo do avião que o levava de volta ao Vaticano, após uma visita ao Líbano, o Papa afirmou que “é preferível privilegiar o diálogo, eventualmente a pressão, incluindo a económica, mas procurar outra forma de promover a mudança, se for essa a decisão dos Estados Unidos”. O líder da Igreja Católica sublinhou que as declarações vindas de Washington têm sido contraditórias, referindo que, por um lado, houve uma conversa telefónica entre os presidentes, mas, por outro, existe a possibilidade de uma ação militar contra a Venezuela.
Leão XIV destacou que a população venezuelana é a que mais sofre em situações de conflito, e não as autoridades. “No âmbito da conferência episcopal, estamos a procurar formas de apaziguar a situação para o bem-estar do povo”, acrescentou, referindo-se à necessidade de encontrar soluções pacíficas.
Desde o início de setembro, os Estados Unidos têm conduzido uma operação de combate ao tráfico de droga, que inclui o envio de navios de guerra e forças militares para a região. Este esforço resultou em confrontos que já causaram 82 mortes, segundo dados disponíveis. O Presidente norte-americano, Donald Trump, justificou a operação como uma questão de segurança nacional, acusando o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de liderar um cartel de droga.
A resposta de Caracas não se fez esperar, com o governo a negar as acusações e a afirmar que a verdadeira intenção de Washington é derrubar Maduro e controlar os recursos petrolíferos da Venezuela. Esta situação complexa exige uma abordagem cuidadosa e diplomática, e o apelo do Papa para o diálogo é um passo importante nesta direção.
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Fonte: Sapo





