UBS acusado de falhas no branqueamento de capitais em Moçambique

O Ministério Público da Suíça acusou o UBS, através do seu antecessor Credit Suisse, de não ter conseguido prevenir o branqueamento de capitais relacionado com empréstimos à frota pesqueira de atum de Moçambique. Este escândalo, que remonta a quase uma década, teve um impacto significativo na economia moçambicana e agora volta a ser alvo de investigação.

De acordo com os procuradores suíços, o UBS e o Credit Suisse falharam em implementar medidas adequadas para evitar a infração, resultando em deficiências organizacionais que permitiram a ocorrência de práticas ilícitas. Em resposta a estas acusações, o UBS manifestou a sua firme rejeição às conclusões do Gabinete do Procurador-Geral, afirmando que defenderá a sua posição de forma vigorosa.

O escândalo dos títulos de atum envolveu empréstimos que ultrapassaram os 2 mil milhões de dólares, concedidos pelo Credit Suisse a empresas estatais em Moçambique. O objetivo inicial era desenvolver a indústria de atum e melhorar a segurança marítima, mas, segundo as investigações, os fundos foram desviados para outros fins. O caso também inclui a relação do banco com uma empresa estrangeira, que está sob escrutínio.

As autoridades suíças alegam que cerca de 7,9 milhões de dólares foram transferidos do Ministério das Finanças de Moçambique para contas da empresa no Credit Suisse, na Suíça. Este montante, segundo os procuradores, foi obtido através de subornos a funcionários moçambicanos e práticas de má conduta no setor público.

Este escândalo não só resultou numa pesada multa para o Credit Suisse, como também levou a uma investigação mais abrangente sobre as transferências financeiras e os alegados subornos que envolvem o UBS. O caso continua a ser um exemplo claro das falhas no sistema financeiro que podem permitir o branqueamento de capitais e outras atividades ilícitas.

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Leia também: O impacto do escândalo dos títulos de atum na economia moçambicana.

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Fonte: Sapo

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