No final do terceiro trimestre de 2023, a Anacom – Autoridade Nacional de Comunicações – reportou um aumento de 8% nas reclamações por escrito contra prestadores de serviços de comunicações, totalizando cerca de 26,8 mil queixas em comparação com o ano anterior. Este crescimento é significativo e reflete a insatisfação dos consumidores com os serviços prestados.
A maior parte do aumento nas reclamações deve-se ao setor dos serviços postais, que registou um crescimento de 11%, contabilizando 11,4 mil queixas, o que representa cerca de 43% do total. As reclamações sobre serviços de comunicações eletrónicas também aumentaram, subindo 6% pelo terceiro trimestre consecutivo, com um total de 15,4 mil queixas, correspondendo a 57% do total.
Analisando por operador, a Vodafone continua a ser a empresa com mais reclamações, representando 34% do total, com cerca de 5,3 mil queixas, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. A taxa de reclamação da Vodafone é de duas queixas por mil clientes, a mais alta entre os principais prestadores. A MEO, por sua vez, registou o maior crescimento entre os três principais operadores, com 4,5 mil reclamações, o que equivale a 29% do total. Apesar do aumento de 11%, a MEO mantém a menor taxa de reclamação, com uma queixa por mil clientes.
A NOS, por outro lado, é o prestador com menos reclamações em termos absolutos, com 3,9 mil queixas, representando 25% do total. Este operador destacou-se por ser o único entre os três principais a reduzir o volume de reclamações, com uma diminuição de 27%. A taxa de reclamação da NOS é de 1,3 reclamações por mil clientes.
A nova operadora Digi, que entrou no mercado recentemente, representa 8% das queixas do setor, com 1,2 mil reclamações no terceiro trimestre. A taxa de reclamação da Digi tem vindo a diminuir desde a sua entrada no mercado, passando de 7,6 para 5,2 reclamações por mil clientes.
Um dos principais motivos para as reclamações continua a ser a morosidade na reparação de falhas nos serviços. Este problema é o mais frequentemente mencionado pelos consumidores, representando 15% do total de queixas sobre comunicações eletrónicas, um aumento de sete pontos percentuais em relação ao ano anterior. A MEO e a NOS destacam-se neste contexto, com aumentos de 13 e 4 pontos percentuais, respetivamente.
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Fonte: Sapo





