Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) reuniram-se esta sexta-feira e decidiram recomendar aos chefes de Estado a suspensão temporária da Guiné-Bissau da organização. Esta decisão surge na sequência do golpe de Estado que ocorreu no país a 26 de novembro de 2025, uma situação que gerou grande preocupação entre os países lusófonos.
No comunicado emitido após a reunião online, os ministros expressaram a sua profunda preocupação com a situação política e institucional na Guiné-Bissau. A recomendação de suspensão será debatida na próxima Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, onde será decidido o futuro da Guiné-Bissau na organização.
Além da suspensão, os ministros também sugeriram a transferência da presidência pro tempore da CPLP para outro Estado-membro, uma medida que visa garantir a estabilidade e a continuidade das atividades da organização. A Guiné-Bissau, que tem enfrentado uma série de crises políticas nos últimos anos, vê agora a sua participação na CPLP em risco, o que poderá ter implicações significativas nas suas relações diplomáticas e económicas.
A CPLP, que promove a cooperação entre os países de língua portuguesa, tem um papel importante na promoção da paz e da estabilidade na região. A suspensão da Guiné-Bissau pode ser um passo necessário para pressionar por uma resolução pacífica da crise no país. A comunidade internacional observa atentamente a situação, com a esperança de que a Guiné-Bissau consiga restaurar a ordem e a democracia.
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Fonte: ECO





