O mundo da arquitetura está de luto com a morte de Frank Gehry, o icónico arquiteto responsável pelo famoso Museu Guggenheim em Bilbau, Espanha. Gehry faleceu na passada sexta-feira, aos 96 anos, na sua residência em Santa Mónica, Califórnia, conforme noticiado pelo jornal The New York Times.
Nascido em 1929, em Toronto, Canadá, Gehry tornou-se cidadão norte-americano em 1947, após se mudar para Los Angeles com a família durante a adolescência. A sua formação em Arquitetura foi concluída na Califórnia, onde começou a desenvolver o seu estilo único e inovador. Antes de se lançar em carreira solo, Gehry trabalhou no estúdio de Victor Gruen, onde adquiriu experiência valiosa que mais tarde aplicaria nos seus próprios projetos.
Ao longo da sua carreira, Frank Gehry recebeu mais de uma centena de prémios, destacando-se o Prémio Pritzker, considerado o Nobel da Arquitetura, que lhe foi atribuído em 1989. Outros reconhecimentos incluem o Praemium Imperiale do Japão em 1992, o Frederick Kiesler da Áustria em 1998 e o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes, de Espanha, em 2014. Em 1999, Gehry também foi agraciado com a Medalha de Ouro do American Institute of Architects, uma das mais altas distinções na área.
Um dos momentos notáveis da sua carreira em Portugal ocorreu em 2003, quando o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, o convidou para desenvolver um projeto para o Parque Mayer. Embora a proposta não tenha avançado, a simples menção de Gehry associada a Lisboa evidencia a sua influência e o impacto que teve na arquitetura contemporânea.
O legado de Frank Gehry vai muito além do Museu Guggenheim em Bilbau, que se tornou um ícone da arquitetura moderna e um símbolo de revitalização urbana. O seu estilo desconstruído e as formas arrojadas que caracterizam as suas obras continuam a inspirar arquitetos e artistas em todo o mundo.
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Frank Gehry Frank Gehry Nota: análise relacionada com Frank Gehry.
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Fonte: ECO





