Cotrim Figueiredo analisa motivações da greve geral em Portugal

João Cotrim Figueiredo, líder do Chega, abordou a greve geral marcada para 11 de dezembro, sublinhando a complexidade das suas motivações. Em declarações feitas na escola de aviação Sevenair, no Aeródromo Municipal de Ponte de Sor, Cotrim Figueiredo afirmou que, enquanto a CGTP pode ter motivações políticas, a UGT parece estar a agir por razões diferentes.

“Não consigo qualificar a greve geral como exclusivamente política. A CGTP, como é habitual, tem motivações políticas, mas a UGT não parece partilhar dessa visão inicial. A greve surge como um desfecho legítimo da divergência sobre o pacote laboral”, explicou. Esta posição reflete a tensão entre as duas centrais sindicais, que convocaram a greve em resposta ao anteprojeto de revisão da legislação laboral do Governo.

Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, criticou a abordagem do Governo, considerando um erro a interpretação das propostas de revisão da legislação laboral. Oliveira apontou Luís Montenegro como o “primeiro responsável” pela falta de entendimento e descreveu a abertura negocial como uma “falácia”.

Cotrim Figueiredo, questionado sobre o tema, optou por não emitir uma opinião definitiva. “A CGTP culpa o primeiro-ministro, enquanto o primeiro-ministro responsabiliza a CGTP. Sem ter estado nas negociações, é difícil dar uma opinião cabal”, afirmou.

O candidato presidencial também criticou a forma como a negociação foi tratada, considerando que ficou “em cima da mesa durante meses, sem explicação”. Segundo ele, a situação complicou-se quando o assunto passou a ser prioritário, levando a um ambiente de dificuldades na comunicação e na negociação.

Apesar das suas críticas, Cotrim Figueiredo não se opõe à promulgação do diploma, afirmando que, embora existam várias medidas com as quais não concorda, o papel do Presidente da República não é apenas promulgar aquilo que considera perfeito. “O sentido desta reforma é positivo e seria promulgável, mesmo que haja medidas que não concorde”, disse.

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O líder do Chega também destacou a importância de respeitar os direitos dos trabalhadores em greve, mas lembrou que existem também direitos das pessoas que desejam trabalhar. “Fala-se muito daqueles que não vão trabalhar no dia 11, mas pouco se discute sobre aqueles que não poderão trabalhar e que precisam dessas horas para equilibrar os seus orçamentos”, acrescentou.

A greve geral, que será a primeira a unir as duas centrais sindicais desde 2013, surge num contexto de crescente descontentamento com a legislação laboral. Com a CGTP e a UGT a convocarem a paralisação, o debate sobre as motivações e consequências da greve geral continua a ser uma questão central na sociedade portuguesa.

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Fonte: Sapo

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