CPLP recomenda suspensão temporária da Guiné-Bissau

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) recomendaram a suspensão temporária da Guiné-Bissau da organização, em resposta ao golpe de Estado que ocorreu recentemente no país. Esta decisão foi comunicada após uma reunião online que juntou os chefes da diplomacia dos países lusófonos, onde foi expressada uma profunda preocupação pela situação política e institucional na Guiné-Bissau.

No comunicado emitido após a reunião, os ministros afirmaram que a suspensão deverá ser decidida na próxima Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP. Além disso, foi proposta a transferência da presidência pro tempore da CPLP para outro Estado-Membro. A situação da Guiné-Bissau, marcada por instabilidade, foi considerada uma grave violação dos princípios democráticos e da vontade do povo guineense.

Os chefes da diplomacia também decidiram constituir uma Missão de Bons Ofícios de Alto Nível, que será enviada à Guiné-Bissau o mais rapidamente possível. Durante a reunião, foi exigida a libertação imediata e incondicional de todos os detidos e a retoma urgente da ordem constitucional no país.

Esta reunião extraordinária do Conselho de Ministros reafirmou o compromisso da CPLP com os valores da democracia e da solidariedade entre os seus Estados-Membros. Os ministros manifestaram a sua disponibilidade para apoiar concertadamente todos os esforços que visem o restabelecimento da normalidade institucional na Guiné-Bissau.

O golpe de Estado ocorreu a 26 de novembro, três dias após as eleições gerais, presidenciais e legislativas, e um dia antes da divulgação dos resultados eleitorais. Estas eleições foram marcadas pela exclusão do histórico partido PAIGC, que decidiu apoiar um candidato independente, Fernando Dias. Este candidato proclamou a sua vitória na primeira volta, desafiando o atual Presidente, Umaro Sissoco Embaló, que se candidatou a um segundo mandato.

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O Presidente foi deposto e o processo eleitoral suspenso, levando a Guiné-Bissau a ser condenada internacionalmente e a ser suspensa de importantes organizações regionais, como a CEDEAO e a União Africana. A oposição tem alegado que o golpe de Estado foi uma encenação do Presidente Embaló, que teria sido derrotado nas eleições.

Leia também: A situação política na Guiné-Bissau e as suas implicações regionais.

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Fonte: Sapo

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