Greve geral: CGTP antecipa forte impacto na saúde e educação

A CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) está a preparar-se para uma greve geral marcada para a próxima quinta-feira, dia 11 de dezembro. O secretário-geral da confederação, Tiago Oliveira, expressou a expectativa de uma “forte participação” dos trabalhadores, com um impacto especialmente notável nos setores da saúde, educação e transportes.

Em declarações à agência Lusa, Tiago Oliveira sublinhou que a greve geral não se limita ao setor público, mas abrange também o setor privado, onde acredita que os trabalhadores demonstrarão um forte envolvimento. Esta paralisação surge em resposta ao anteprojeto de revisão laboral apresentado pelo Governo e é a primeira a juntar a CGTP e a UGT (União Geral de Trabalhadores) desde 2013.

Sobre a questão dos serviços mínimos, Tiago Oliveira garantiu que estes “serão respeitados”, mas criticou a intenção do Governo de alargar a lista de setores abrangidos por esses serviços. O secretário-geral da CGTP argumentou que o atual Código do Trabalho já prevê mecanismos adequados para garantir o funcionamento dos serviços essenciais, como a saúde, e considerou que o Governo está a “atacar a lei da greve”.

Tiago Oliveira questionou a lógica do Governo ao incluir o setor alimentar como um serviço de necessidade social impreterível, expressando a sua preocupação com a falta de clareza sobre esta decisão. Ele destacou que a decisão de avançar com a greve geral foi um processo gradual, após duas manifestações realizadas em setembro e uma outra em novembro.

Apesar de reconhecer que o calendário da proposta de revisão laboral depende do Governo, Tiago Oliveira afirmou que a CGTP está pronta para agir, especialmente enquanto o documento está em discussão na concertação social. Ele enfatizou que a CGTP está determinada a lutar pelos direitos dos trabalhadores e que a greve geral é uma forma de expressar essa luta.

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A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, manifestou a esperança de que o cumprimento dos serviços mínimos evite a necessidade de requisição civil, enquanto o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, afirmou que o Governo tentará minimizar os efeitos da greve. Contudo, Tiago Oliveira fez questão de salientar que o foco do Governo deveria ser as razões que motivaram a greve, e não apenas os seus efeitos.

Convicto de que a greve geral será um sucesso, Tiago Oliveira afirmou que, independentemente do resultado, a posição da CGTP e da UGT não será fragilizada, pois a paralisação é uma ação coletiva dos trabalhadores e não de um sindicato específico.

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Fonte: ECO

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