Portugal descarta aumento significativo na ajuda à Ucrânia

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afastou a possibilidade de um “aumento significativo” da ajuda à Ucrânia por parte de Portugal. Em declarações à Lusa e à SIC, durante um evento em Nova Iorque, Rangel destacou que as opções de financiamento em discussão não preveem um aumento substancial da contribuição portuguesa.

“Neste momento, existem dois esquemas possíveis para o financiamento da Ucrânia a médio prazo. Um deles envolve os ativos imobilizados da Rússia, enquanto o outro diz respeito à dívida comum”, afirmou Rangel. O ministro sublinhou que, em princípio, nenhuma das opções deverá resultar num aumento notável da ajuda à Ucrânia por parte de Portugal.

Rangel garantiu que o país está comprometido em apoiar a Ucrânia, alinhando-se com a posição da União Europeia e dos países da NATO. O primeiro-ministro português também enfatizou que a segurança comum da Europa está em jogo na busca por uma solução de paz justa e duradoura para a Ucrânia. Ele acredita que até ao próximo Conselho Europeu, agendado para 18 e 19 de dezembro, poderão surgir novidades sobre este tema.

No debate preparatório para o Conselho Europeu, Luís Montenegro, líder da oposição, destacou a importância da reunião para o futuro da Europa. Reiterou a posição de Portugal em apoiar a Ucrânia desde o início do conflito, tanto a nível político como militar e financeiro.

Uma das opções discutidas para financiar a Ucrânia é o acesso aos ativos russos congelados na Europa, uma proposta que enfrenta resistência do governo belga. A Bélgica é sede da Euroclear, que detém cerca de 210 mil milhões de euros em ativos russos, de um total de 235 mil milhões de euros na União Europeia.

Paulo Rangel também comentou as negociações de paz lideradas pelos Estados Unidos, afirmando que não pode haver uma negociação sem que a Ucrânia esteja em pé de igualdade com a Rússia. “É fundamental que os países da União Europeia e a NATO sejam envolvidos nas discussões, especialmente quando se tratam de questões com implicações militares”, defendeu.

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Portugal, segundo Rangel, está a trabalhar em estreita colaboração com os seus aliados, com atualizações quase diárias sobre a situação. Os negociadores ucranianos e norte-americanos irão reunir-se novamente em Miami para continuar a discutir o plano dos EUA para acabar com a guerra na Ucrânia.

Leia também: A posição de Portugal nas negociações de paz na Ucrânia.

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Fonte: ECO

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