O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, apelou ao Governo para que estabeleça um acordo financeiro com a empresa de logística VASP, com o objetivo de assegurar a distribuição de jornais em todo o território nacional. Durante uma reunião do secretariado nacional do PS em Leiria, Carneiro sublinhou a importância de garantir que a informação chegue a todas as comunidades, especialmente às que se encontram no interior do país.
Carneiro afirmou que a falta de apoio à VASP representa uma “machadada fatal na voz das comunidades locais”. O líder socialista destacou que o Governo deve retomar o diálogo que já existia, nomeadamente com o anterior ministro da Cultura, Pedro Dão e Silva, para que um acordo de financiamento seja alcançado. A redução das áreas de distribuição de jornais, segundo Carneiro, é um sinal claro da necessidade de uma política de coesão territorial que promova o desenvolvimento nacional.
O secretário-geral do PS alertou para o risco de “metade do país ficar sem distribuição de jornais”, o que ilustra a desigualdade existente em Portugal. Ele criticou as decisões do atual ministro da Presidência, afirmando que estas são contraditórias com as políticas adoptadas por ex-ministros, como Poiares Maduro e Pedro Duarte, que anteriormente promoviam a distribuição de informação em todas as regiões.
A VASP, por sua vez, anunciou que está a considerar interromper a distribuição diária de jornais em vários distritos, incluindo Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança. A empresa justificou esta decisão com a sua situação financeira difícil, resultante da contínua quebra nas vendas de imprensa e do aumento dos custos operacionais, o que afeta a sustentabilidade da sua operação.
A administração da VASP revelou que esta conjuntura impacta diretamente a viabilidade da distribuição de jornais em pontos de venda, especialmente nas regiões do interior. Sem soluções que assegurem a manutenção do serviço, a empresa está a reavaliar o seu modelo operativo e logístico, o que pode levar a ajustamentos nas rotas de distribuição.
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Fonte: ECO





