A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reafirmou o compromisso da União Europeia em apoiar a Ucrânia durante uma reunião do Coalition of the Willing. Neste encontro, comunicou ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, duas prioridades essenciais: o apoio à Ucrânia e o fortalecimento da defesa europeia.
Este apelo surge num contexto em que as negociações de paz, lideradas pelos Estados Unidos, estão a intensificar-se, aumentando a pressão sobre Kiev para considerar um acordo que pode envolver concessões territoriais. A proposta da Comissão Europeia inclui um empréstimo de reparações destinado a cobrir as necessidades financeiras da Ucrânia nos anos de 2026 e 2027, com um montante total de 90 mil milhões de euros, o que representa cerca de dois terços das necessidades totais do país.
Von der Leyen sublinhou que “a defesa da Europa é nossa responsabilidade” e destacou os avanços no roteiro de prontidão militar e nos programas de mobilidade militar. A presidente da Comissão Europeia enfatizou que garantir o apoio financeiro é crucial para a sobrevivência da Ucrânia e para a defesa europeia. “Quanto mais tempo Putin travar a sua guerra, maiores serão os custos para a Rússia”, afirmou.
A proposta de financiamento baseia-se nos saldos de caixa gerados pelos ativos russos congelados, que seriam utilizados para reparações. No entanto, a iniciativa enfrenta resistência da Bélgica, onde se localiza a Euroclear, que detém a maior parte dos 210 mil milhões de euros em ativos russos congelados na União Europeia.
Além disso, Von der Leyen mencionou que dos 19 planos SAFE apresentados pelos Estados-membros, 15 incluem a Ucrânia, reforçando a integração das bases industriais de defesa na construção de uma dissuasão forte. “Estamos a transformar a Ucrânia num ‘porco-espinho de aço'”, disse a presidente da Comissão, referindo-se à estratégia de defesa europeia.
Recentemente, sete países da União Europeia – Estónia, Finlândia, Irlanda, Letónia, Lituânia, Polónia e Suécia – enviaram uma carta a António Costa e a Von der Leyen, solicitando urgência na aprovação do empréstimo. O Conselho Europeu, agendado para 18 de dezembro, será crucial para a decisão final sobre o financiamento.
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Fonte: ECO





