Na manhã desta terça-feira, a Galp viu as suas ações descerem mais de 11%, fixando-se nos 15,39 euros, após o anúncio de um acordo com a TotalEnergies na Namíbia. A reação negativa dos investidores reflete a discrepância entre as expectativas iniciais e os termos finais do negócio.
A UBS, em previsões anteriores, estimava que o acordo poderia envolver um investimento inicial de 200 milhões de euros, além de 3 mil milhões em custos de projeto a serem suportados pelo comprador. Contudo, os detalhes revelados hoje divergem significativamente dessas expectativas.
O acordo permite que a TotalEnergies assuma 40% da área Pel 83, enquanto a Galp mantém também uma participação de 40%. Além disso, a Galp detém 10% na PEL 56, onde se localiza o campo Venus, e 9,4% na PEL 91. A TotalEnergies será a operadora da PEL 83 e compromete-se a cobrir metade dos custos de investimento da Galp para a exploração e desenvolvimento do campo Mopane. A campanha de exploração na PEL 83 está prevista para começar nos próximos dois anos, com a perfuração de pelo menos três poços.
Este acordo ainda precisa da aprovação do Governo da Namíbia e das entidades reguladoras, com a expectativa de que seja finalizado até 2026. A bacia de Orange, onde se encontra a Namíbia, tem atraído crescente atenção devido ao seu potencial petrolífero.
A Galp já havia indicado que a área de Mopane poderia conter até 10 mil milhões de barris equivalentes de petróleo, o que, se confirmado, tornaria esta descoberta uma das mais significativas da última década. A TotalEnergies, por sua vez, está a negociar o desenvolvimento do campo Venus, que exigirá um investimento de 11 mil milhões de dólares para a construção de um navio-plataforma capaz de extrair 150 mil barris por dia.
Paula Amorim, Presidente do Conselho de Administração da Galp, comentou sobre a parceria com a TotalEnergies, destacando a experiência da operadora em águas ultraprofundas e a redução dos riscos associados ao projeto Mopane. Ela sublinhou que esta colaboração reforça o compromisso da Galp com o desenvolvimento da indústria petrolífera na Namíbia e fortalece o seu portfólio de projetos com elevado potencial.
Desde que iniciou operações na Namíbia em 2012, a Galp tem realizado um trabalho extensivo de avaliação, incluindo levantamentos sísmicos 3D e a perfuração de oito poços, cinco dos quais desde dezembro de 2023, resultando na descoberta do campo Mopane.
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Fonte: Sapo





