O Sindicato Independente de Motoristas de Matérias Perigosas e Mercadorias (SIMMPER) anunciou a sua adesão à greve geral marcada para o dia 11 de dezembro. Esta decisão surge como uma resposta ao pacote laboral apresentado pelo Governo, que, segundo o sindicato, compromete os direitos dos trabalhadores.
No comunicado enviado à imprensa, o SIMMPER justifica a sua participação na greve geral, convocada pelas centrais sindicais UGT e CGTP, afirmando que o pacote laboral representa um “ataque sem precedentes” aos direitos laborais. O sindicato enfatiza que a proposta do executivo liderado por Luís Montenegro visa aumentar a precariedade no trabalho, enfraquecer a ação sindical e restringir o direito à greve.
“É fundamental que nenhum trabalhador fique indiferente a esta intenção de desmantelar os direitos laborais”, sublinha o SIMMPER. O sindicato apela à rejeição da proposta de alteração à lei laboral, defendendo que o documento final deve incluir a reposição de direitos que foram retirados no passado, especialmente durante o período da ‘troika’ em Portugal, que se estendeu de abril de 2011 a maio de 2014.
A greve geral de 11 de dezembro será a primeira a unir as centrais sindicais CGTP e UGT desde junho de 2013, um momento marcado por uma forte intervenção da ‘troika’ no país. Esta paralisação é vista como uma oportunidade crucial para os trabalhadores expressarem a sua insatisfação com as atuais políticas laborais.
O SIMMPER reitera que a luta pelos direitos laborais é uma prioridade e que a adesão à greve geral é uma forma de reivindicar melhores condições de trabalho e a proteção dos direitos conquistados ao longo dos anos. A mobilização dos motoristas de matérias perigosas é, assim, um reflexo do descontentamento generalizado no setor.
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Fonte: ECO





